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		<title>FLIP 10 anuncia sua programação</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 04:26:15 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-12066" title="flip_p" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/flip_p.jpg" alt="" width="190" height="282" />A 10ª edição da Festa Literária de Paraty, que ocorrerá este ano dos dias 4 a 8 de julho, anunciou sua programação especial. Com homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade, a lista conta com o músico Lenine na abertura e grandes nomes como Carpinejar, Luis Fernando Veríssimo, Enrique Vila-Matas, Ian McEwan, Amardo Freitas Filho e os cartunistas Laerte e Angeli.</p>
<p>Os ingressos começarão a ser vendidos na primeira semana de junho, no Tickets for fun, e custam de R$ 10,00 a R$ 40,00 .</p>
<p><strong>Veja a programação completa: </strong></p>
<p><strong><strong>Quarta-feira, 4 de julho </strong></strong></p>
<p><strong>19h –</strong> Abertura com Luis Fernando Veríssimo e Antonio Cicero e Silviano Santiago, uma sessão dupla abre a décima edição da Flip. Em comemoração aos dez anos do evento, Luis Fernando Verissimo começa a noite falando sobre o valor da literatura, razão de ser da festa. Silviano Santiago e Antonio Cicero fazem em seguida a conferência sobre o autor homenageado da Flip 2012, Carlos Drummond de Andrade, cujo nascimento completa 110 anos em outubro. Do panorama da relação de Drummond com o século XX à leitura detalhada de um de seus poemas, Santiago e Cicero descrevem os traços fundamentais da obra de um dos maiores escritores brasileiros.</p>
<p><strong>21h –</strong> Ciranda de Tarituba, Lenine. Vencedor de cinco prêmios do Grammy Latino, o recifense Lenine é a atração principal do show de abertura da Flip 2012. O músico apresenta o show de sua turnê “Chão”, em que toca as músicas de seu novo trabalho e revisita grandes sucessos de sua carreira. Antes da apresentação de Lenine, as festas tradicionais de Paraty serão representadas na abertura da décima Flip pela Ciranda de Tarituba, fundada em 1975 e dedicada aos ritmos e danças da região.</p>
<div><strong>Quinta-feira, 5 de julho </strong></div>
<p><strong>10h - </strong> Altair Martins, André de Leones, Carlos de Brito e Mello  e mediação João Cezar de Castro Rocha: Três dos mais elogiados jovens escritores brasileiros se reúnem para conversar sobre uma questão comum a eles (e a todos nós). A morte que atravessa os livros de André de Leones, Altair Martins e Carlos de Brito e Mello não é, no entanto, apenas o fato impessoal e difuso à espreita de qualquer um. Pelo contrário, a consciência do fim é algo que se impõe a cada um, como destino individual e inevitável. Daí que escape a clichês fúnebres para se tornar inesperadamente uma força criativa – razão de questionamento existencial e motivo da própria escrita.</p>
<div>
<p><strong>11h45 -</strong> A leitura no espaço público: Silvia Castrillon e Alexandre Pimentel com mediação de Écio Salles: A Associação Casa Azul, realizadora da Flip, vê a cultura como uma poderosa ferramenta para mudanças profundas no modo como a população faz uso dos espaços urbanos. Por isso, desde 2009, a Flip promove um evento especial para discutir a cidade e suas políticas públicas: a Mesa Zé Kleber, assim batizada em homenagem a uma das mais importantes personalidades de Paraty, que viveu entre 1932 e 1989. Poeta, músico e importante ativista, Zé Kleber sabia como ninguém valorizar as tradições locais e conectá-las com as influências que vinham de fora. Nesta edição comemorativa de 10 anos da Flip, a Mesa Zé Kleber abordará um dos projetos socioeducacionais mais inovadores e celebrados: as bibliotecas-parque da Colômbia. Trata-se de um amplo instrumento de difusão de conhecimento, valorização das identidades locais e inclusão social, cujos resultados são notórios. Além disso, ao proporem a criação de um novo ambiente em áreas desprovidas de investimentos públicos, as bibliotecas-parque cumprem a função igualmente importante de melhorar a estrutura urbana dos locais onde são instaladas.</p>
<p>Para discutir o trinômio políticas públicas, cultura e território, receberemos a bibliotecária e educadora colombiana Silvia Castrillón, cujo trabalho foi fundamental na implantação do sistema nacional de bibliotecas públicas em seu país. Ao seu lado, estará Alexandre Pimentel, diretor da Biblioteca Parque de Manguinhos, na Baixada Fluminense, projeto inaugural de bibliotecas nacionais que têm o modelo colombiano como referência.</p>
</div>
<div id="attachment_12069" class="wp-caption alignleft" style="width: 200px"><img class="size-full wp-image-12069" title="enrique" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/enrique.jpg" alt="" width="190" height="255" /><p class="wp-caption-text">Enrique Vila Matas</p></div>
<p>1<strong>5h -</strong> Apenas literatura: Enrique Vila Matas e Alejandro Zambra com mediação de Paulo Roberto Pires: Se tentarmos pensar o que a literatura tem de mais próprio, descontadas as funções educativas ou sociológicas que por vezes lhe atribuem, o que sobra como justificativa do ato às vezes compulsivo de escrita ou leitura? É sobre esse estranho “resto” que conversam o chileno Alejandro Zambra e o catalão Enrique Vila-Matas. Nos livros desses dois escritores, a literatura se dobra sobre si mesma, mas, ao invés de isolar-se, afirma por meio desse movimento reflexivo uma forma peculiar de abertura e hibridismo.</p>
<div><strong>17h15 -</strong> Ficção e história: Javier Cercas e Juan Gabriel Vásquez com mediação de Ángel Gurría-Quintana: Ao se voltarem para episódios violentos do passado de seus países, os livros do espanhol Javier Cercas e do colombiano Juan Gabriel Vásquez lançam também uma interrogação crítica ao presente. A história não é aí algo encerrado, que o escritor se limita a registrar num balanço final, mas uma narrativa incompleta da qual a escrita toma parte justamente para mantê-la em aberto. A possibilidade renovada de se contar outra história invalida a uniformidade dos relatos habituais e impõe a tarefa de reavaliação do momento atual.</div>
<div></div>
<div><strong>19h30 -</strong> Autoritarismo, passado e presente: Luiz Eduardo Soares e Fernando Gabeira com mediação de Zuenir Ventura: Processos do Ministério Público contra agentes do Estado acusados de tortura e a criação de uma Comissão da Verdade para investigar crimes e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura fizeram com que a sociedade brasileira voltasse a discutir de maneira acirrada um passado que para muitos teria sido oficialmente superado com a promulgação da Lei da Anistia e a redemocratização. O autoritarismo em nosso país, no entanto, não começa em 1964 nem termina em 1985. Luiz Eduardo Soares e Fernando Gabeira discutem nossa tradição autoritária e o modo como ela se manifesta no presente.</div>
<p><strong>Sexta-feira, 6 de julho</strong></p>
<p><strong>10h -</strong> Drummond – o poeta moderno: com Antonio C. Secchin e Alcides Villaça e mediação de Flávio Moura : Antes mesmo de sua estreia em livro com Alguma poesia (1930), Carlos Drummond de Andrade é reconhecido e se afirma como um poeta moderno em artigos e poemas publicados em jornais e revistas. Como demonstra, no entanto, sua correspondência com Mário de Andrade, essa modernidade não implica uma adesão irrestrita ao ideário modernista. O que significa, então, ser moderno para Drummond? Alcides Villaça e Antonio Carlos Secchin discutem essa questão abordando tanto os livros mais famosos do poeta quanto escritos praticamente desconhecidos de seus anos de formação.</p>
<div><strong>12h - </strong>O mundo de Shakespeare: com Stephen Greenblatt e James Shapiro e mediação de Cassiano Elek Machado: Dois dos maiores estudiosos da obra de William Shakespeare mostram como a obra do escritor inglês ultrapassa o falso dilema entre particularidade histórica e universalidade literária. Nesta conversa sobre as criações de Shakespeare e os mitos que continuam a cercar sua figura, Stephen Greenblatt e James Shapiro discutem como as peças e poesias do autor se vinculam profundamente com as circunstâncias em que foram escritas, ao mesmo tempo que, ainda hoje, continuam a atrair novas leituras, adaptações e controvérsias.</div>
<div>
<div>
<p><strong>15h - </strong>Exílio e flânerie: com Teju Cole e Paloma Vidal e mediação de João Paulo Cuenca: A errância é a figura comum que aproxima as obras de Teju Cole e Paloma Vidal, dois jovens e celebrados autores. Nas caminhadas de personagens à deriva, ou nos desvios digressivos da escrita, Cole e Vidal atualizam e dão novo sentido à relação entre experiência, memória e deslocamento. Se no começo do século XX o flâneur era o tipo moderno por excelência, circulando pelos novos espaços urbanos, os livros de Cole e Vidal sugerem que em nossa época o movimento dos seres humanos entre países e continentes produz outro tipo de olhar, ligado ao êxodo e ao exílio.</p>
<div></div>
<div><strong>17h15 –</strong> Literatura e liberdade: com Adonis e Amin Maalouf e mediação de Alexandra Lucas Coelho: Uma perspectiva moderna e humanista caracteriza o trabalho do sírio Adonis e do libanês Amin Maalouf como escritores e intelectuais. Em ensaios, poemas, estudos históricos ou livros de ficção, esses dois grandes escritores constroem o novo a partir de um olhar original sobre a tradição, em oposição direta ao fundamentalismo que, nas últimas décadas, tem marcado a vida política e cultural de muitos países do mundo árabe. Eles conversam sobre os pontos em comum de suas trajetórias, ambas marcadas pelos conflitos da região, e avaliam as promessas e os riscos do momento atual.</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div><strong>19h30 -</strong> Encontro com Jonathan Franzen e mediação de Ángel Gurría-Quintana: Uma conversa com o escritor norte-americano que tem sido reconhecido como um dos mais incisivos intérpretes dos dilemas da sociedade atual. Autor de ensaios e ficções que colocam com insistência a questão da relevância da escrita e da criação literária no mundo de hoje, Franzen discute sua obra e a repercussão singular de seus livros e ideias no panorama da cultura contemporânea.</div>
<div></div>
<div><strong>Sábado, 7 de julho </strong></div>
<div></div>
<div><strong>10h - </strong>Cidade e democracia com Richard Sennett e Roberto DaMatta e mediação de Guilherme Wisnik: Ao mesmo tempo que mostram o potencial de mobilização dos meios digitais, protestos recentes no mundo árabe e nos países europeus reafirmam a força da rua (e da praça) como palco de manifestação da vontade popular. O espaço urbano pode ser um local de encontro e convivência das diferenças, mas também a expressão mais visível da desigualdade social. A partir dessa contradição, dois dos principais cientistas sociais de nosso tempo, o norte-americano Richard Sennett e o brasileiro Roberto DaMatta, discutem o papel das cidades na vida democrática contemporânea.</div>
<div></div>
<div>
<div id="attachment_12073" class="wp-caption alignleft" style="width: 200px"><img class="size-full wp-image-12073" title="Ian McEwan" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/ian.jpg" alt="" width="190" height="223" /><p class="wp-caption-text">Ian McEwan</p></div>
<p><strong>12h –</strong> Pelos olhos do outro com Ian McEwan e Jennifer Egan, mediação de Arthur Dapieve: Contra a ideia da imaginação como escapismo, é possível considerá-la uma faculdade que nos permite avaliar e compreender o mundo. Ao explorarem diferentes maneiras de apreender a realidade, por meio do mergulho na consciência de seus personagens, os livros de Ian McEwan e Jennifer Egan revelam que imaginar pode ser um ato de humanização. Ver pelos olhos do outro implica um duplo movimento, de distanciamento da perspectiva individual e tentativa de aproximação do alheio. Mas, em vez de um solo comum, esse esforço pode expor também diferenças inconciliáveis.</p>
</div>
</div>
<div></div>
<div><strong>15h -</strong> Em família com Zuenir Ventura, Dulce Maria Cardoso e João Anzanello Carrascoza, mediação de João Cezar de Castro Rocha: Das tragédias gregas aos romances de Tolstói e Thomas Mann, é longa a tradição literária do tema em torno do qual se reúnem a portuguesa Dulce Maria Cardoso e os brasileiros João Anzanello Carrascoza e Zuenir Ventura. Fechada sobre si mesma, ou permeada pelas tensões que moldam a realidade para além da porta de casa, a vida em família mobiliza afetos dos mais intensos. Mais do que a mera coincidência temática, os três autores reunidos aqui compartilham a sensibilidade para esse espectro de sentimentos elevados ao grau mais alto.</div>
<div>
<div></div>
<div><strong>17h –</strong> O avesso da pátria com Zoé Valdés e Dany Laferrière, mediação de Alexandra Lucas Coelho: A formação de literaturas nacionais foi parte decisiva da constituição cultural dos países da América Latina, numa aproximação entre a escrita e a pátria que tem seu ápice no século XIX e se desdobra nos diferentes movimentos literários do continente ao longo do século XX. A cubana Zoé Valdés e o haitiano Dany Laferrière mostram que essa relação não perdeu sua atualidade, mas assume hoje novos sentidos. Em vez de participação no processo coletivo de construção nacional, a escrita se torna reação à violência e ao exílio, esforço individual de recuperação de um território perdido.</div>
<div></div>
<div><strong>19h30 -</strong> Encontro com J. M. G Le Clézio e mediação de Humberto Werneck: Viagens, memórias e mesmo o delírio conduzem os ensaios e as ficções do francês J.M.G. Le Clézio a uma interrogação vertiginosa sobre os fundamentos daquilo que damos por inevitável em nossas identidades individuais ou coletivas. O ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2008 comenta sua trajetória e os eixos de sua ampla obra, em que a criação narrativa e a reflexão crítica se entrelaçam.</div>
<div></div>
<div><strong>Domingo, 8 de julho </strong></div>
<div>
<p><strong>10h -</strong> Vidas em verso: Jackie Kay e Fabrício Carpinejar com mediação de João Paulo Cuenca:<br />
Nenhuma obra literária pode ser reduzida à biografia de seu autor, mas a criação se faz sempre a partir de um conjunto de leituras, observações e experiências que é inevitavelmente pessoal. Em poemas ou textos em prosa, a escocesa Jackie Kay e o brasileiro Fabrício Carpinejar exploram as ressonâncias entre vida e obra numa via de mão dupla. Ao mesmo tempo que evoca o vivido, o escrito se torna espaço de interrogação e invenção da própria persona do autor. Em vez de espelho da vida, o livro se torna assim mais um espaço no qual ela se cria.<strong></strong></p>
<p><strong>11h45</strong> <strong>–</strong> A imaginação engajada: Rubens Figueiredo e Francisco Dantas com mediação de João Cezar de Castro Rocha: Os livros de Francisco Dantas e Rubens Figueiredo, dois dos principais escritores brasileiros, mostram que a força crítica da literatura não depende da contenção do estilo nem da imaginação. É por meio da potência do texto, e não de uma adesão mimética ao real, que a obra de ambos estabelece sua relação com o mundo. Dos grandes centros urbanos ao interior rural, Figueiredo e Dantas se apropriam dos cenários habituais do imaginário nacional para desmanchar sua feição familiar, contrapondo aos generalismos do senso comum a concretude singular de suas histórias.<strong></strong></p>
<p><strong>14h30 -</strong> Drummond – o poeta presente: Armando Freitas Filho (em vídeo), Eucanaã Ferraz e Carlito Azevedo com mediação de Flávio Moura: Poucos autores parecem tão importantes para pensar o que se escreve hoje na poesia brasileira quanto Carlos Drummond de Andrade. Não é fácil, no entanto, precisar exatamente em que consiste essa importância e de que maneira ela se manifesta. Três poetas brasileiros exploram diferentes possibilidades de resposta a essa questão. Num depoimento em vídeo gravado por Walter Carvalho, Armando Freitas Filho fala de sua relação com Drummond, partindo de uma definição inesperada do poeta mineiro como um autor do Lado B. A mesa segue com uma discussão entre Eucanaã Ferraz e Carlito Azevedo.<strong></strong></p>
<p><strong>16h30 - </strong>Entre fronteiras: Gary Shteyngart e Hanif Kureishi com mediação de Ángel Gurría-Quintana : Deslizando habilmente entre os pontos de vista do nativo e do estrangeiro, o norte-americano (nascido na Rússia) Gary Shteyngart e o inglês (filho de pai paquistanês) Hanif Kureishi criaram algumas das mais brilhantes sátiras da ficção contemporânea. Na obra desses dois premiados escritores, a perspectiva de viés, que mesmo ao tomar parte dos acontecimentos é capaz de considerá-los de um ponto de vista ironicamente distanciado, torna-se uma forma de expor ao mesmo tempo as tensões do mundo atual e a histeria vazia dos discursos que habitualmente pretendem descrevê-las.</p>
<div>
<div><strong>18h30 -</strong> Livro de cabeceira com autores convidados da Flip 2012 leem e comentam trechos de seus livros favoritos.</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<p><strong><br />
</strong></p>
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		<title>Exposição Quadrinhos&#8217;51 tem ciclo de palestras</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 08:44:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Inaugurada no dia 21 de março no MuBA – Museu Belas Artes de São Paulo, a exposição Quadrinhos’51 é uma homenagem a primeira exposição de histórias em quadrinhos do mundo, que aconteceu em São Paulo em 1951. Além da exibição ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-11621" title="Voltar-para-a-página-inicial" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/Voltar-para-a-página-inicial.jpg" alt="" width="190" height="190" />Inaugurada no dia 21 de março no MuBA – Museu Belas Artes de São Paulo, a exposição<strong> Quadrinhos’51</strong> é uma homenagem a primeira exposição de histórias em quadrinhos do mundo, que aconteceu em São Paulo em 1951. Além da exibição de publicações raríssimas e originais de artistas nacionais e estrangeiros do anos 1950, 1960 e 1970, o evento promove, ao longo dos meses de março, abril e maio, sempre às 14 horas, um ciclo de palestras sobre a arte dos quadrinhos.</p>
<div><strong>Veja a programação completa:</strong></div>
<div><strong><br />
</strong></div>
<div><strong>31 de março –</strong> Ainda há preconceito contra os Quadrinhos?</div>
<div>
<p><em>Participantes:</em> Jotabê Medeiros, Álvaro de Moya, Gonçalo Júnior, Francisco Ucha;</p>
</div>
<div><strong>14 de abril</strong> – Linguagem dos Quadrinhos no Cinema e na TV – Por que a TV brasileira despreza esse filão?</div>
<div>
<p><em>Participantes:</em> Celso Sabadin, Walter Negrão;</p>
</div>
<div><strong>28 de abril </strong>– Os Grandes Mestres e a Produção Editorial dos anos 50 a 70</div>
<div>
<p><em>Participantes:</em> Primaggio Mantovi, Rodolfo Zalla;</p>
</div>
<div><strong>5 de maio</strong> – A Ficção Científica nos Quadrinhos</div>
<div>
<p><em>Participantes:</em> Cesar Silva, Roberto Causo e Marcelo Naranjo;</p>
</div>
<div><strong>12 de maio</strong> – Ângelo Agostini, onde tudo começou</div>
<div>
<p><em>Participantes:</em> Gilberto Maringoni, Gonçalo Júnior, Francisco Ucha;</p>
</div>
<div><strong>19 de maio – </strong>Os quadrinhos italianos – Um tributo a Sergio Bonelli</div>
<div>
<p><em>Participantes:</em> Sidney Gusman, Adriano Rainho e Álvaro de Moya;</p>
</div>
<div><strong>26 de maio</strong> – 1951, Uma Exposição Educativa</div>
<div>
<p><em>Participantes:</em> Álvaro de Moya, Maurício Kus;</p>
</div>
<div><em>Encerramento com exibição do filme de 1969, História em Quadrinhos, de Rogério Sganzerla e Álvaro de Moya.</em></div>
<div>Para conseguir um dos 150 lugares disponíveis no auditório, é aconselhável chegar com meia hora de antecedência.</div>
<div><strong>O MuBA fica na Rua Dr. Álvaro Alvim, 76, Vila Mariana, São Paulo</strong>. Mais informações sobre Quadrinhos’51 no <a href="http://quadrinhos51.wordpress.com/" target="_blank">blog</a> do evento.</div>
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		<title>Angeli ocupa o Itaú Cultural</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 23:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cubo3</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A exposição mostra os vários Angelis, em preto e branco e em cores, em crise ou não]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-11490" title="angeli_ocupacao2" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/angeli_ocupacao2.jpg" alt="" width="190" height="248" />O programa <strong>Ocupação</strong> chega à sua 12ª edição desnudando o universo do cartunista <strong>Angeli</strong>. A mostra, em cartaz no Itaú Cultural de 16 de março a 29 de abril, apresenta 880 obras assinadas pelo artista, sendo 80 originais, e cerca de 20 fotos de arquivo pessoal, incluindo retratos de infância e adolescência.</p>
<p>A <em>Ocupação</em> tem por característica destacar elementos do processo criativo de artistas considerados ícones em sua área de expressão. Nesta edição, com curadoria da arquiteta e designer gráfica Carolina Guaycuru, parte do ambiente de trabalho do cartunista é recriado no espaço expositivo, projetado pela cenógrafa e também arquiteta Patrícia Rabbat.</p>
<p>Com uma produção múltipla e significativa, o cartunista é conhecido por ironizar a vida cotidiana da metrópole, seja ao criar personagens controversos em tirinhas, seja ao emprestar seu humor ácido a charges políticas, ao editar a já extinta revista <em>Chiclete com Banana</em> ou ao se autocriticar numa série de caricaturas na qual é personagem de si mesmo.</p>
<p>Entre as curiosidades da <em>Ocupação Angeli,</em> destaque para a exibição de dois sets restaurados das filmagens de <em>Dossiê Rê Bordosa</em>, curta dirigido por Cesar Cabral com bonecos animados. Um vídeo especialmente produzido para a exposição traz uma entrevista na qual o artista conta fatos marcantes de sua trajetória entre 1970 e 2000, relacionados à música, expressão fundamental em sua obra. Quem assina esse trabalho é o produtor musical, sonoplasta e artista gráfico Pedro Angeli, seu filho.</p>
<p>A Ocupação Angeli também terá uma publicação com tiragem limitada em dois mil exemplares. Nela os visitantes encontrarão desenhos e notas do artista e textos assinados pela curadora (que também é companheira do autor há mais de 15 anos) e pelo também cartunista Laerte.</p>
<p><strong>Ocupação Angeli</strong><br />
Itaú Cultural: av. Paulista, 149, São Paulo<br />
Telefone: (11) 2168-1776<br />
De 16 de março a 29 de abril<br />
Terça a sexta, das 9h às 20h; sábado, domingo e feriados, das 11h às 20h<br />
Entrada gratuita</p>
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<h3>Galeria de Imagens</h3>
		
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	<!-- Pagination -->
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		<title>É Tudo Verdade 2012 anuncia programação</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 22:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cubo3</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[SP ao CUBO]]></category>
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		<description><![CDATA[Apresentando 80 títulos de 27 países, sendo 25 documentários em estreia mundial, o É Tudo Verdade – 17º Festival Internacional de Documentários apresenta a sua programação completa. O festival acontece entre os dias 22 de março e 01 de abril ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-11481" title="its_all_true_poster" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/its_all_true_poster.jpg" alt="" width="190" height="190" />Apresentando 80 títulos de 27 países, sendo 25 documentários em estreia mundial, o É Tudo Verdade – 17º Festival Internacional de Documentários apresenta a sua programação completa. O festival acontece entre os dias 22 de março e 01 de abril em São Paulo e Rio de Janeiro, simultaneamente. Haverá itinerâncias em Brasília, entre os dias 10 e 15 de abril, e pela primeira<br />
vez em Belo Horizonte, em maio próximo.</p>
<p>Criado em 1996 pelo crítico Amir Labaki, o festival tem exibido anualmente cerca de uma centena de obras não-ficcionais brasileiras e internacionais, entre lançamentos e clássicos, simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro.<br />
“<em>Poucas edições foram tão marcadas pela pluralidade dos registros no documentário”, </em>afirma Labaki.<em> “Do filme-diário ao afresco planetário, da revisita ao passado íntimo ao exame da atual conjuntura sócio-econômica mundial, o arco é amplo e fascinante</em>”.</p>
<p>Veja abaixo a programação completa do festival:</p>
<p><span>ABERTURA SÃO PAULO</span></p>
<p><strong>Tropicália</strong></p>
<p>Dir: Marcelo Machado</p>
<p><span>ABERTURA RIO DE JANEIRO</span></p>
<p><strong>Jorge Mautner &#8211; O Filho do Holocausto</strong></p>
<p>Dir: Pedro Bial, Heitor D`Alincourt</p>
<p><span>COMPETIÇÃO INTERNACIONAL &#8211; LONGAS</span></p>
<p><strong>½ Revolução</strong><br />
Dir. Omar Shargawi e Karin El Hakim</p>
<p><strong>Barulho</strong><br />
Dir. Dan Geva e Noit Geva</p>
<p><strong>Calafate, Zoológicos Humanos</strong><br />
Dir. Hans Mulchi</p>
<p><strong>China Peso-Pesado</strong><br />
Dir. Yung Chang</p>
<p><strong>Cinco Câmeras Quebradas</strong><br />
Dir. Emad Bornat e Guy Davidi</p>
<p><strong>Com Amor, Carolyn</strong><br />
Dir. Maria Ramstrom e Malin Korkeasalo</p>
<p><strong>É na Terra Não é na Lua</strong><br />
Dir. Gonçalo Tocha</p>
<p><strong>O Beijo de Putin </strong><br />
Dir. Lise Birk Pedersen</p>
<p><strong>O Emprego</strong><br />
Dir. Didier Cros</p>
<p><strong>O Homem que Ninguém Conheceu </strong><br />
Dir. Carl Colby</p>
<p><strong>Planeta Caracol</strong><br />
Dir. Seung – Jun Yi</p>
<p><strong>Tonia e Seus Filhos</strong><br />
Dir. Marcel Lozinski</p>
<p><span>COMPETIÇÃO INTERNACIONAL &#8211; CURTAS</span></p>
<p><strong>3 Dias de Liberdade</strong><br />
Dir. Lukasz Borowski</p>
<p><strong> A Morte Está no Campo</strong><br />
Dir. Chappatte</p>
<p><strong>Descarrilamentos</strong><br />
Dir. Chelsea McMullan</p>
<p><strong>Encontro com Papai Kasper Cartola </strong><br />
Dir. Lea Glob</p>
<p><strong>Osso Vento Fogo</strong><br />
Dir. Jill Sharpe</p>
<p><strong>Pescaria com Vovó</strong><br />
Dir. Wing Yan Lilian Fu</p>
<p><strong>Queremos Explodir o Vasa</strong><br />
Dir. Simon Moser e Idji Maciel</p>
<p><strong>Tilman no Paraiso</strong><br />
Dir. Julian Vogel</p>
<p><strong>Vovós </strong><br />
Dir. Afarin Eghbal</p>
<p><span>RETROSPECTIVA INTERNACIONAL </span></p>
<p><strong>A Televisão e Eu</strong><br />
Dir. Andrés di Tella</p>
<p><strong>Fotografias</strong><br />
Dir. Andrés di Tella</p>
<p><strong>Golpes de Machado</strong><br />
Dir. Andrés di Tella</p>
<p><strong>Macedonio Fernández</strong><br />
Dir. Andrés di Tella</p>
<p><strong>Montoneros, Uma História</strong><br />
Dir. Andrés di Tella</p>
<p><strong>O País do Diabo</strong><br />
Dir. Andrés di Tella</p>
<p><strong>Proibido</strong><br />
Dir. Andrés di Tella</p>
<p><strong>Reconstituição do Crime da Modelo</strong><br />
Dir. Andrés di Tella</p>
<p><span>COMPETIÇÃO BRASILEIRA – LONGAS</span></p>
<p><strong>Coração do Brasil </strong><br />
Dir. Daniel Solá Santiago</p>
<p><strong>Cuíca de Santo Amaro</strong><br />
Dir. Joel de Almeida e Josias Pires</p>
<p><strong>Dino Cazzola &#8211; Uma Filmografia de Brasília</strong><br />
Dir. Andréa Prates e Cleisson Vidal</p>
<p><strong>Mr. Sganzerla &#8211; Os Signos da Luz</strong><br />
Dir. Joel Pizzini</p>
<p><strong>Os Irmãos Roberto</strong><br />
Dir. Ivana Mendes e Tiago Arakilian</p>
<p><strong>Paralelo 10</strong><br />
Dir. Silvio Da-Rin</p>
<p><strong>Tokiori &#8211; Dobras do Tempo</strong><br />
Dir. Paulo Pastorelo</p>
<p><span>COMPETIÇÃO BRASILEIRA &#8211; CURTAS</span></p>
<p><strong>Barbara em Cena</strong><br />
Dir. Ellen Ferreira</p>
<p><strong>Barbeiros</strong><br />
Dir. Luiz Ferraz e Guilherme Aguilar</p>
<p><strong>Capela</strong><br />
Dir. Gustavo Rosa de Moura</p>
<p><strong>A Cidade</strong><br />
Dir. Liliana Sulzbach</p>
<p><strong>Entre lá e cá</strong><br />
Dir. Heloisa Passos</p>
<p><strong>A Galinha Que Burlou O Sistema</strong><br />
Dir. Quico Meirelles</p>
<p><strong>Limbo</strong><br />
Dir. Cao Guimarães</p>
<p><strong>Piove, Il Film Di Pio</strong><br />
Dir. Thiago Brandimarte Mendonça</p>
<p><strong>Ser Tão Cinzento</strong><br />
Dir. Henrique Dantas</p>
<p><span>RETROSPECTIVA BRASILEIRA</span></p>
<p><strong>Cabra Marcado para Morrer</strong><br />
Dir. Eduardo Coutinho</p>
<p><strong>Coutinho Repórter</strong><br />
Dir. Rená Tardin</p>
<p><strong>Crônica de um Verão</strong><br />
Dir. Jean Rouch e Edgar Morin</p>
<p><strong>Exu, Uma Tragédia Sertaneja</strong><br />
Dir. Eduardo Coutinho</p>
<p><strong>O Pistoleiro de Serra Talhada</strong><br />
Dir. Eduardo Coutinho</p>
<p><strong>Seis Dias de Ouricuri</strong><br />
Dir. Eduardo Coutinho</p>
<p><strong>Theodorico, O Imperador do Sertão</strong><br />
Dir. Eduardo Coutinho</p>
<p><span>PROGRAMAS ESPECIAIS</span></p>
<p><strong>Amargas Sementes</strong><br />
Dir. Micha X. Peled</p>
<p><strong>Ao Abismo, Um Conto de Morte, Um Conto de Vida</strong><br />
Dir. Werner Herzog</p>
<p><strong>Augusto Boal e o Teatro do Oprimido</strong><br />
Dir. Zelito Viana</p>
<p><strong>Carrière 250 Metros</strong><br />
Dir. Juan Carlos Rulfo</p>
<p><strong>Consideração do Poema</strong><br />
Dir. Gustavo Rosa de Moura, Eucanaã Ferraz e Flávio Rosa de Moura</p>
<p><strong>Crazy Horse</strong><br />
Dir. Frederick Wiseman</p>
<p><strong>Duch, O Mestre das Forjas do Inferno</strong><br />
Dir. Rithy Panh</p>
<p><strong>Ricky Sobre Leacock</strong><br />
Dir. Jane Weiner</p>
<p><strong>Santos, 100 Anos de Futebol Arte</strong><br />
Dir. Lina Chamie</p>
<p><strong>Vivam os Antípodas!</strong><br />
Dir. Victor Kossakovsky</p>
<p><strong>Xaréu &#8211; Memórias do Arraial</strong><br />
Dir. Patrícia Ramos Pinto</p>
<p><span>O ESTADO DAS COISAS</span></p>
<p><strong>Cartas para Angola</strong><br />
Dir. Coraci Ruiz e Julio Matos</p>
<p><strong>Crise</strong><br />
Dir. Nina Maria Paschalidou e Nikos Katsaounis</p>
<p><strong>Da Maré</strong><br />
Dir. Annie Eastman</p>
<p><strong>Domingo em Brazzaville</strong><br />
Dir. Enric Bach e Adrià Monés</p>
<p><strong>Jardins Lawnswood</strong><br />
Dir. Pawel Kuczynski</p>
<p><strong>Shoot Yourself</strong><br />
Dir. Paula Alzugaray e Ricardo Van Steen</p>
<p><strong>Trabalhe Muito Aposte Alto</strong><br />
Dir. Carmen Losmann</p>
<p><span>FOCO LATINO-AMERICANO</span></p>
<p><strong>Em Busca da Alma</strong><br />
Dir. Mario Bomheker</p>
<p><strong>O Céu Aberto</strong><br />
Dir. Everardo González</p>
<p><strong>O Cultivo da Flor Invisível</strong><br />
Dir. Juan Alvarez Neme</p>
<p><strong>O Huaso</strong><br />
Dir. Carlo Guillermo Proto</p>
<p><strong>Os Arquivos</strong><br />
Dir. Maite Rivera Carbonell</p>
<p><span>PROJEÇÃO ESPECIAL</span></p>
<p><strong>Light Up Nippon – A um Ano do Terremoto Japonês</strong><br />
Dir. Kensaku Kakimoto</p>
<p><strong>Salvando a Face</strong><br />
Dir. Daniel Junge e Sharmeen Obaid Chinoy</p>
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		<title>Moebius, até seu nome me encanta</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 06:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Magnani</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-11415" title="cartas_cubicas_moebiusS" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/cartas_cubicas_moebiusS1.jpg" alt="" width="190" height="203" />Frederico Fellini é responsável por alguns dois mais bem realizados filmes do ponto vista visual de todos os tempos. Moebius é conhecido por ser um dos artistas mais admiráveis a colocar o lápis no papel. Fellini era bem conhecido por seu amor pela arte em quadrinhos (tanto como cartunista, quanto roteirista, e conhecido por algumas colaborações com Milo Manara) e aqui ele expressa toda sua admiração por Jean Giraud e sua arte.</p>
<p>Abaixo segue a carta de Fellini à Moebius, enviada em junho de 1979, e reproduzida na revista Heavy Metal<em>.</em></p>
<p>Fellini estava trabalhando em <em>A Cidade das Mulheres</em> quando escreveu esta carta.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-11418" title="fellini_moebius2" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/fellini_moebius2.jpg" alt="" width="620" height="1010" /></p>
<blockquote><p>Meu Caro Moebius,</p>
<p>Tudo em você me encanta, até mesmo seu nome me encanta.<br />
No meu <em>Casanova</em>, chamei de Moebius o personagem de um velho médico, um homeopata, meio mágico, meio bruxo: foi uma maneira de mostrar minha simpatia, minha gratidão, pois você é formidável e eu nunca teria tempo de lhe dizer o quanto e porque. Quero ter certeza de que você saiba disso.</p>
<p>Estou rodando na cadência febril de sempre, ou, talvez, desta vez, um pouco mais febrilmente que de costume, pois às vezes tenho a impressão que ainda não comecei este filme, outras vezes parece que já o terminei há muito tempo: assim, vivo como que suspenso dentro de um de seus universos tortuosos, sem gravidade.</p>
<p>Lamento que esta carta seja apressada e desordenada, pois a alegria e estusiasmo que seus desenhos me dão, exigiriam de mim uma maior precisão. E aqui estou eu dizendo de uma só vez o quanto tudo me deixa feliz.</p>
<p>Deixe-me dizer, pelo menos, que descobrindo o que você e seus companheiros da &#8220;<em>Metal Hurlant</em>&#8221; fazem, reencontrei imediatamente este sentimento pungente que eu só me lembro de ter quando criança. Quando eu aguardava ansiosamente por cada nova edição do <em>Giornalino della Domenica</em>, onde lia <em>As Aventuras de Happy Hooligan</em> e<em> Os Sobrinhos do Capitão</em>.</p>
<p>Que grande diretor de cinema você seria! Já pensou nisso?</p>
<p>O que é mais admirável em seus desenhos é a luz &#8211; sobretudo em seus desenhos em preto e branco: há uma maravilhosa luz fosfórica,, oxídrica, uma espécie de luz perpétua e solar em sua arte.</p>
<p>Tenho o antigo sonho de fazer um filme de ficção científica. Penso nisso há muitos anos, bem antes da moda desses filmes. Você seria, sem dúvida, um colaborador perfeito; contudo, eu nunca o chamaria, pois você já é completo, sua força visionária é muito formidável. O que restaria para que eu fizesse?</p>
<p>Por isso, caro Moebius, te digo: continue a desenhar fabulosamente, para a alegria de todos nós.</p>
<p>Buon Lavoro e buona frotuna.<br />
Federico Fellini</p></blockquote>
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		<title>Guerra e Paz de Portinari em São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 02:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cubo3</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Devidamente restaurados, os painéis &#8220;Guerra&#8221; e &#8220;Paz&#8220;, de Portinari, visitam São Paulo pela primeira vez. No Memorial da América Latina, a partir de 7 de fevereiro. Os painéis Guerra e Paz, de Portinari, serão exibidos pela primeira vez devidamente restaurados ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Devidamente restaurados, os<img class="alignright size-full wp-image-11122" title="guerra_paz_cartaz" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/guerra_paz_cartaz.jpg" alt="" width="190" height="143" /> painéis &#8220;<em><strong>Guerra</strong></em>&#8221; e &#8220;<strong><em>Paz</em></strong>&#8220;, de Portinari, visitam São Paulo pela primeira vez. No Memorial da América Latina, a partir de 7 de fevereiro.</p>
<p>Os painéis <strong><em>Guerra</em></strong> e <strong><em>Paz</em></strong>, de Portinari, serão exibidos pela primeira vez devidamente restaurados na Fundação Memorial da América Latina, por um período de dois meses, a partir desta terça-feira, 7 de fevereiro de 2012.</p>
<p>A exposição <strong><em>Guerra e Paz</em></strong>, de Portinari apresenta os dois últimos e maiores murais criados por Cândido Portinari (1903 &#8211; 1962), após minucioso trabalho de restauro, realizado entre fevereiro e maio de 2011, que trouxeram de volta às obras o cromatismo intenso que caracteriza o trabalho do pintor de Brodowski.</p>
<p>Os monumentais murais estarão expostos junto a cerca de 100 dos estudos originais preparatórios para Guerra e Paz, além de uma centena de documentos históricos, entre cartas e fotos, que contam, em detalhes, toda a trajetória de criação das obras, encomendadas pelo governo brasileiro para presentear a sede da ONU, em Nova York. Serão exibidos continuamente documentários sobre a vida e a obra do pintor.</p>
<p>&#8220;<em>É uma exposição histórica, sem precedentes, oportunidade única de ver Guerra e Paz no Brasil reunidos aos estudos, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Nem o próprio pintor teve a chance de ver todo este material em seu conjunto</em>&#8220;, afirma João Candido Portinari, filho do pintor, fundador e diretor geral do Projeto Portinari, ainda nos anos 80.</p>
<p>Para o Memorial, é significativo ter os famosos painéis, que há 54 anos estão em Nova York. O presidente do Memorial, Antonio Carlos Pannunzio ressalta a importância da exposição: “<em>Essas obras falam tudo a respeito das aflições e da esperança que atormentam e acalentam a humanidade desde sempre e serão vistas por milhares. Sem dúvida, elas ajudarão o Memorial a cumprir sua missão de aproximar povos, especialmente povos latino-americanos, sobretudo se isso for feito sob a motivação maior – a busca da paz</em>”.</p>
<p>Para o Secretário Estadual de Cultura Andréa Matarazzo, o Salão de Atos do Memorial é o lugar ideal para a dimensão física (14m x 10m) e emocional dos painéis. “<em>Parece que esse espaço foi construído especificamente para isso</em>”, diz, e brinca, “<em>a próxima missão de João Candido será convencer a ONU que os quadros Guerra e Paz devem é ficar aqui Memorial</em>”. Matarazzo ressaltou a dedicação de Candinho em recuperar, cultivar, engrandecer e divulgar a memória e a obra do pintor: “<em>Filho apaixonado, orgulhoso do trabalho do pai, João Candido faz da sua vida um verdadeiro sacerdócio em prol da propagação da obra de Portinari.</em>” Quando se recorda que os painéis gigantesco ficavam inacessíveis ao público, em NY, assim como 95% da obra de Candido Portinari permanece trancada em coleções particulares, fica claro a importância desse trabalho.</p>
<p>Os painéis foram restaurados no primeiro semestre de 2011no Rio de Janeiro, em ateliê aberto ao público, montado no Palácio Gustavo Capanema, por iniciativa do Projeto Portinari. Antes disso, eles tinham ficado expostos no palco do Teatro Municipal carioca, entre 22 e 30 de dezembro de 2010. Mais de 40 mil pessoas foram visitá-lo!</p>
<p>Guerra e Paz são obras da década de 50 feitas especialmente para a sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Entre 1952 e 1956, Candido Portinari – um dos grandes artistas brasileiros do século passado – trabalhou sofregamente para atender o pedido do governo brasileiro. Apesar da recomendação médica que evitasse o uso de tinta a óleo, já que apresentava sintomas de intoxicação pelo chumbo presente no composto, Portinari encarou a encomenda como missão e criou um dos mais belos e impactantes testemunhos da loucura humana. Portinari retratou a guerra não por meio de soldados ou equipamento bélico, mas por meio das suas vítimas, especialmente aquela que sofre a dor maior: a mãe que perdeu o filho.</p>
<p>Portinari era um idealista. Como boa parte da intelectualidade e de artistas da sua geração, ele era comunista filiado ao PCB, por quem concorreu a deputado constituinte em 1945 e a senador em 1947. Sua insistência em presentear o mundo com a sua arte pungente, como que clamando por um tempo utópico em que não houvesse a exploração do homem pelo homem, custou-lhe caro. Portinari praticamente se auto-emulou por sua utopia, tornando-se, mais que um artista, um herói trágico de toda a humanidade. <strong><em>Guerra</em></strong> e <strong><em>Paz</em></strong> foram os últimos grandes painéis pintado por ele. Depois disso, adoeceu pouco a pouco até morrer em 1962, vítima das tintas que para ele eram uma arma.</p>
<p>Os quadros foram finalmente instalados em Nova York, em 1957, no hall de entrada da Assembleia Geral da ONU. Por ser comunista, Portinari não obteve autorização do governo americano para ir à inauguração da sua obra. Atualmente, por razões de segurança, o grande público não tem acesso ao local, apenas os políticos de todos os países do mundo. Recentemente, quando João Portinari soube que as instalações da ONU passariam por reforma entre 2010 e 2013, tanto fez que conseguiu a guarda da obra de seu pai por esse período. Era a oportunidade dos painéis <strong><em>Guerra</em></strong> e <strong><em>Paz</em></strong> percorrerem o mundo e finalmente serem conhecidos pelo povo. Em contrapartida, eles deveriam voltar devidamente restaurados, como previa o contrato entre a ONU e governo brasileiro dos anos 50. Para essa empreitada, João Candido obteve o apoio do governo brasileiro, por meio do BNDES, e de outras entidades públicas e privadas.</p>
<p>Segundo João Candido Portinari, depois de São Paulo <em><strong>Guerra </strong></em>e<strong></strong><em><strong> Paz</strong></em> devem percorrer o mundo. Com o esperado apoio do Itamaraty, os painéis de Candido Portinari vão levar sua mensagem dramática e de esperança à cidade de Oslo, na Noruega, por ocasião da entrega do Prêmio Nobel da Paz, em dezembro de 2012. Em agosto de 2013, eles voltam para o hall da sede da ONU. Lá, a esperança é que sua missão seja completada, afinal, Portinari não retrata apenas a guerra, mas também um tempo de paz, no qual as crianças possam brincar e os adultos de todas as etnias possam trabalhar e viver &#8211; em paz.</p>

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<p><strong>Serviço:</strong><br />
<strong><em>Guerra e Paz, de Portinari</em></strong><br />
<em> Exposição dos painéis pintados por Candido Portinari</em><br />
<strong>Período:</strong> 7 de fevereiro a 21 de abril de 2012 &#8211; Entrada gratuita<br />
<strong>Local:</strong> Fundação Memorial da América Latina,<br />
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664,<br />
nos seguintes espaços:<br />
Salão de Atos, Galeria Marta Traba e Auditório Simón Bolívar.<br />
<strong>Horário:</strong> terça a domingo, das 9h às 18h<br />
Visitas guiadas (a partir de 1º de março) para grupos e escolas devem ser agendadas pelo e-mail: educativoguerraepaz@gmail.com</p>
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		<title>28º Prêmio Ângelo Agostini comemora o Dia do Quadrinho Nacional</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 23:29:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cubo3</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 30 de janeiro é comemorado em todo o Brasil O Dia do Quadrinho Nacional em homenagem a Ângelo Agostini, criador da primeira História em Quadrinhos brasileira, em arte sequencial e com um personagem fixo,  que começou a ser ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10943" title="angelo_poster" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/angelo_poster.jpg" alt="" width="190" height="238" />No dia 30 de janeiro é comemorado em todo o Brasil <strong>O Dia do Quadrinho Nacional</strong> em homenagem a <strong>Ângelo Agostini</strong>, criador da primeira História em Quadrinhos brasileira, em arte sequencial e com um personagem fixo,  que começou a ser publicada em 30 de janeiro de 1869 e durou mais nove capítulos sob seu traço, com o título <em>As Aventuras de Nhô Quim</em> ou “Impressões de uma Viagem à Corte”.</p>
<p>Para homenagear a data, a  AQC-ESP (Associação dos Quadrinhistas e Cartunistas do Estado de São Paulo) criou, em 1984, o Prêmio Angelo Agostini que visa homenagear e premiar os profissionais brasileiros da arte sequencial.</p>
<p>O evento está em sua <strong>28ª edição e será realizado no sábado, 04 de fevereiro, a partir das 14 horas, no Espaço Cultural Instituto Cervantes (Av. Paulista, 2439 – Consolação, próximo ao metrô Paulista) em São Paulo, aberto ao público e com entrada gratuita.</strong></p>
<p><strong>Serão onze premiados em oito categorias:</strong></p>
<p>Melhor Desenhista (Murilo DNA);<br />
Melhor Roteirista (Daniel Esteves);<br />
Melhor Cartunista (Gustavo Duarte);<br />
Melhor Lançamento (Ação Magazine – Lancaster Editorial);<br />
Melhor Lançamento Independente  (Love Hurts – Murilo Martins);<br />
Melhor Fanzine – Miséria (Coletivo Miséria);<br />
Troféu Jayme Cortez (FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos);<br />
Mestres do Quadrinho Nacional  (Bira Dantas, Fernando Gonsales, Lourenço Mutarelli e Moacir Torres) escolhidos por meio da votação realizada entre profissionais da área, estudiosos, amadores e aficionados pelos quadrinhos nacionais.</p>
<p>Entre as atrações, está o <strong>lançamento do documentário “Ao Mestre com Carinho”</strong> com roteiro, produção e criação do cartunista  <strong>Márcio Baraldi</strong> em homenagem a  <strong>Rodolfo Zalla</strong>. O veterano quadrinhista, inclusive,  estará autografando suas publicações à partir das 14 horas. O filme  tem 72 minutos contando com extras e será vendido ao preço de R$ 10,00 durante o evento.</p>
<p>Para as 14h30 está programado um debate sobre “A Nova Lei Brasileira dos Quadrinhos na Opinião dos Profissionais” com os artistas Jal (cartunista, jornalista, presidente da ACB – Associação dos Cartunistas do Brasil) , Márcio Baraldi (cartunista, criador dos personagens Roko Loko e Adrina-Lina, Vapt  e Vupt, Rap Dez),  Spacca (cartunista, autor dos livros em quadrinhos “Dom João Carioca”, “Jubiabá”, “Santô e os Pais da Aviação”) e o editor Guilherme Kroll (Balão Editorial, que publicou “Os Passarinhos”, “Entrequadros”). O debate terá a mediação do jornalista, editor do blog “Papo de Quadrinho”  e colaborador da Revista Mundo dos Super-Heróis Jota Silvestre e discutirá sobre o projeto de lei nº 6.060/2009 (de autoria do deputado federal Vicentinho), que “estabelece mecanismos de incentivo para a produção, publicação e distribuição de revistas em quadrinhos nacionais” e inclui um polêmico artigo segundo o qual as editoras deverão publicar um percentual mínimo de 20% de produção nacional.</p>
<p>A entrega dos troféus terá início às 16h30, com presença do vencedores, profissionais, leitores de quadrinhos e convidados.</p>
<p>O evento contará com um espaço coletivo de vendas de produtos. Durante todo o período haverá a criação de uma HQ Coletiva (os presentes serão convidados a desenhar uma seqüência de uma HQ à disposição no saguão), com tema escolhido no início dos trabalhos e uma exposição de tela a óleo do artista William MR, tendo como inspiração Ângelo Agostini.</p>
<p>Também será lançado o livro “A Técnica do Desenho” de Jayme Cortez além de autógrafos com a presença dos autores da revista “Picles”.</p>
<p><strong>O 28º Prêmio Angelo Agostini é realizado pela Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP) e Instituto Cervantes de São Paulo.</strong></p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><strong>28º Premio Ângelo Agostini</strong><br />
<strong>Quando: 04 de fevereiro (sábado)</strong><br />
<strong>Horário: 14h00 (abertura)</strong><br />
<strong>Onde: Espaço Cultural Instituto Cervantes </strong><br />
<strong>Endereço: Av. Paulista, 2439 – Consolação</strong><br />
<strong>Informações: (11) 3897-9609</strong><br />
<strong>Entrada Franca</strong><br />
<strong>Organização: Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP) www.aqcsp.blogspot.com e Instituto Cervantes de São Paulo</strong></p>
<p><strong>Programação:</strong></p>
<p>14h00 – Abertura do espaço da Comix Book Shop e do Coletivo Quarto Mundo</p>
<p>14h00 – Lançamento das revistas Calafrio 53 e 54 com autógrafos de Rodolfo Zalla</p>
<p>14h00 – Lançamento do livro “A Tecnica do Desenho” de Jayme Cortez</p>
<p>14h30 – Debate: “A Nova Lei Brasileira dos Quadrinhos na Opinião dos Profissionais” com os artistas Jal, Márcio Baraldi e Spacca e o editor Guilherme Kroll (Balão Editorial), mediação do jornalista e editor do blog Papo de Quadrinho, Jota Silvestre</p>
<p>16h00 – Lançamento do documentário “Ao Mestre com Carinho” de Márcio Baraldi</p>
<p>16h30 – Entrega dos Prêmios Ângelo Agostini aos melhores do quadrinho nacional do ano de 2011</p>
<p>Documentário “Ao Mestre com Carinho”, de Márcio Baraldi: Em 72 minutos, Rodolfo Zalla, uma das últimas lendas vivas do quadrinho sul-americano de sua geração, passa a limpo toda sua carreira. O DVD traz uma extensa, exclusiva e descontraída entrevista com Zalla, mostrando imagens raras e inéditas de todas as fases de sua longa e vitoriosa carreira.<br />
Produzido e dirigido por Márcio Baraldi, fã confesso, “Ao Mestre com Carinho” é um documentário a altura do talento e do carisma desse grande mestre mundial das HQs.</p>
<p>Sobre Rodolfo Zalla: nasceu em 1931 na Argentina e na década de 60 migrou para o Brasil junto com uma leva de outros artistas (Jose Delbo, Osvaldo Talo e Eugenio Collonese, este ultimo italiano radicado na Argentina). Aqui, rapidamente se tornou um dos quadrinhistas mais prolificos do Brasil, produzindo milhares de paginas de todos os generos, do faroeste ao erótico, mas sobretudo no terror, gênero que o consagrou definitivamente. Empreendedor, fundou sua própria editora nos anos 1980, a D-Arte, pela qual publicou as revistas Calafrio e Mestres do Terror por quase uma década. Ambas se tornaram as referências máximas para o quadrinho de Terror e Suspense brasileiro, abrigando em suas paginas dezenas de quadrinhistas talentosos como Mozart Couto, Colonnese, Watson, Shimamoto, Flavio Colin, Rodval Matias, entre muitos outros. Com mais de 60 anos ininterruptos de profissãoo, é um dos maiores mestres da HQ brasileira em todos os tempos e um dos últimos de sua geração ainda vivo e atuante. Neste documentario, Zalla passa a limpo essas seis décadas de trabalho incessante com muito bom humor, inteligência, carisma e lucidez.</p>
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		<title>Arte é inútil porque&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 14:38:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Magnani</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Nas Arestas]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[No prefácio de O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde, está a infame, famosa e mal-compreendida frase, &#8220;Toda arte é inútil&#8221;. Quando a publicação original foi lançada em 1890, um fã curioso chamado Bernulf Clegg escreveu para Wilde e ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/cartas_cubicas_owilde.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-10828" title="cartas_cubicas_owilde" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/cartas_cubicas_owilde.jpg" alt="" width="190" height="203" /></a>No prefácio de <em>O Retrato de Dorian Gray</em> de Oscar Wilde, está a infame, famosa e mal-compreendida frase, <em>&#8220;Toda arte é inútil&#8221;</em>. Quando a publicação original foi lançada em 1890, um fã curioso chamado Bernulf Clegg escreveu para Wilde e pediu para que ele desenvolvesse a ideia; o que ele fez, através da carta que pode ser vista abaixo.</p>
<p>Seus argumentos são no mínimo, incômodos.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10832" title="oscar1" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/oscar1.png" alt="" width="620" height="840" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10833" title="oscar2" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/oscar2.png" alt="" width="620" height="840" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10834" title="oscar3" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/oscar3.png" alt="" width="620" height="840" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10835" title="oscar4" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/oscar4.png" alt="" width="620" height="840" /></p>
<p><strong>Transcrição/Tradução</strong></p>
<blockquote><p>16, TITE STREET,<br />
CHELSEA. S.W.</p>
<p>Meu caro Senhor,</p>
<p>A Arte é inútil porque seu objetivo é simplesmente o de criar uma sensação. Não tem intensão de instruir, ou provocar uma ação de alguma forma. É sobrebamente estéril, e seu prazer está na esterilidade. Se a contemplação de um trabalho de arte for seguido por qualquer tipo de atividade, o trabalho é de segunda classe, ou o espectador falhou em reconhecer a completude da impressão artística.</p>
<p>Um  trabalho de arte é inútil, assim como uma flor é inútil. Uma flor floresce para sua própria alegria. E nós ganhamos um momento de alegria ao olhar para ela. Isso é tudo que se pode dizer sobre nossa relação com a flor. É claro que o homem pode vender a flor, e assim fazer um uso dela, mas isso não tem nada a ver com a flor. Não faz parte de sua essência. É acidental. É um mal uso. Temo que tudo isso seja muito obscuro. Mas o assunto é longo.</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Oscar Wilde</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>siseneG de Arthur C. Clark</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 17:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Magnani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cartas Cúbicas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Nas Arestas]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur C. Clarke]]></category>
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		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é necessariamente uma carta mas é quase; o suficiente para abrirmos a excessão. Esta incrível mini história foi enviada por Arthur C. Clark ao editor da revista de ficção científica Analog em março de 1984, junto com uma breve ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10540" title="cartas_cubicas_arthur_c_clark" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/cartas_cubicas_arthur_c_clark.jpg" alt="" width="190" height="203" /></p>
<p>Não é necessariamente uma carta mas é quase; o suficiente para abrirmos a excessão. Esta incrível mini história foi enviada por Arthur C. Clark ao editor da revista de ficção científica Analog em março de 1984, junto com uma breve nota. Cheio de humor e com apenas 31 palavras, o conto chamado <em>siseneG</em>  foi publicado pela revista em maio daquele mesmo ano.</p>
<p>Abaixo, reprodução dos documentos originais, e sua transcrição traduzida.<br />
<img class="size-full wp-image-10542 alignleft" title="siseneg1" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/siseneg1.jpg" alt="" width="620" height="794" /><br />
<img class="size-full wp-image-10543 alignleft" title="siseneg2" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/siseneg2.jpg" alt="" width="620" height="790" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Transcrição/Tradução</strong></p>
<blockquote><p>Este é o único conto que escrvie em uns dez anos.</p>
<p>Acredito que você vai concordar que não dá para ficar mais curto.</p>
<p>(Assinado, &#8216;Arthur C Clarke&#8217;)</p>
<p>21 Março 84</p>
<p>(Aparece na  Analog, ? 1984)</p>
<p>© Arthur C Clarke 1984</p></blockquote>
<p>A História</p>
<blockquote><p><strong>siseneG</strong><br />
de<br />
Arthur C Clarke</p>
<p>E Deus disse: DELETAR linhas Um até Aleph. CARREGAR. PROSSEGUIR.<br />
E o Universo deixou de existir.</p>
<p>Então ele ponderou por uns poucos eons, suspirou, e adicionou: APAGAR.<br />
O Universo nunca <span style="text-decoration: underline;">havia</span> existido.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Fundação Iberê Camargo apresenta De Chirico</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 13:15:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cubo3</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde 9 de dezembro, a Fundação Iberê Camargo traz a cidade Porto Alegre a primeira exposição de Giorgio De Chirico na capital gaúcha – e uma das poucas oportunidades para vê-lo no Brasil. De Chirico: O Sentimento da Arquitetura – ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10475" title="img-conceito_poster" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/img-conceito_poster.jpg" alt="" width="190" height="182" />Desde 9 de dezembro, a Fundação Iberê Camargo traz a cidade Porto Alegre a primeira exposição de Giorgio De Chirico na capital gaúcha – e uma das poucas oportunidades para vê-lo no Brasil. <em>De Chirico: O Sentimento da Arquitetura – obras da Fondazione Giorgio e Isa de Chirico </em>tem curadoria da italiana Maddalena d’Alfonso, crítica de arte e arquiteta que vive em Milão. Depois da Fundação, a exposição segue para a Casa Fiat de Cultura e o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP).</p>
<p>Ao todo, a exposição reúne 45 pinturas e 11 esculturas do período chamado neometafísico, entre os anos 1960 e 1970, além de 66 litografias realizadas para os “Calligrammi di Guillaume Apollinaire” (1930), apresentadas aqui pela primeira vez juntas – todas cedidas exclusivamente pela Fondazione Giorgio e Isa de Chirico, na Itália.</p>
<p>Nascido em Volos, na Grécia, Giorgio De Chirico (1888 -1978) foi antecessor de algumas das mais importantes temáticas do pensamento artístico moderno e contemporâneo. Pintor, escritor e crítico, promoveu, junto a Alberto Savinio, Carlo Carrà e Giorgio Morandi, a pintura metafísica, que retoma a expressão da filosofia grega “para além das coisas físicas”. Criada por De Chirico, a corrente não buscava novas formas, como as tendências de vanguarda do século XX, mas novos significados. Em suas composições, a linguagem, o uso da luz e da perspectiva eram trabalhados de modo tradicional – mas a atmosfera, o silêncio e o mistério causavam certo mal-estar.</p>
<p>A arte metafísica influenciou o grupo dos surrealistas, que De Chirico chegou a integrar por um breve período. Os surrealistas viram nele uma espécie de “pai” do movimento, embora tenham rejeitado sua obra produzida após 1919. Foi a partir deste ano que o artista empreendeu um retorno ao classicismo, passando, em seguida, por fases de inspiração naturalista e barroca, sempre conseguindo manter um caráter visionário e único na história da arte. A neometafísica foi a última aventura artística de De Chirico, em um movimento caracterizado pela exultação através do uso da cor e pelo caráter poético do tratamento dado aos protagonistas, bem como pelo especial e inovador uso do espaço como palco da relação entre o homem moderno e o seu mundo. Nos trabalhos deste período, são típicas as figuras dos arqueólogos e dos manequins.</p>
<p>Neste ponto, há um encontro evidente entre sua obra e a de Iberê Camargo, de quem De Chirico foi professor e mestre, tendo dado aulas ao jovem artista brasileiro em Roma, entre 1948 e 1949. “Iberê sempre relatava esse período, que foi muito forte para ele. Foi um momento de absorção de modelos”, destaca Mônica Zielinsky, coordenadora do projeto de catalogação da obra de Iberê Camargo. Embora ele negasse uma aproximação temática com de Chirico, Mônica acredita que haja semelhanças. “Com André Lhote [com quem estudou na França], Iberê aprendeu a composição, a alternar claros e escuros, e com de Chirico tomou um pouco da alma, da solidão, e uma certa densidade da pintura”, defende. Já o filósofo, sociólogo e crítico de arte francês Jacques Leenhardt, responsável pela curadoria da exposição Os meandros da memória, com obras do Acervo da Fundação Iberê Camargo, a afinidade dos dois se encontrava na expressão do mistério que envolvia as coisas. Além disso, os já citados manequins, e até mesmo os carretéis, foram figuras emblemáticas presentes na obra de ambos, ainda que de maneira diversa.</p>
<p>Segundo a curadora da exposição, nas obras de De Chirico “o imaginário urbano e a cidade encarnam a dimensão interior e psicológica do homem moderno”. O artista foi uma espécie de “cidadão do mundo”: além de Volos, viveu em Mônaco, Paris, Ferrara, Roma e Nova York, e viajou por diversos outro locais. A experiência de universos culturais diversos moldou sua arte, na qual as cidades aparecem como reinterpretações simbólicas de arquiteturas específicas. É o caso de locais como a igreja de Santa Maria Novella, em Florença, a Mole Antonelliana de Turim, e a Gare Montparnasse de Paris, que, segundo Maddalena, “vêm acopladas como fragmentos em uma única composição tornada harmônica pela luz, tonalidade e matéria pictórica”.</p>
<p>Por isso, a proposta curatorial da exposição que vem ao Brasil é justamente a de examinar sua propensão à arquitetura, tomando como campo de pesquisa a cidade e seus cenários, amplamente representados em suas obras. O objetivo é oferecer ao visitante uma leitura do espaço urbano “dechirichiano” e mostrar como o artista estabelece a relação entre a figura e o espaço arquitetônico.</p>
<p>Com o apoio da Fondazione Giorgio e Isa de Chirico e integrada às comemorações do “Momento Itália/Brasil 2011-2012”, a exposição itinerante inicia pela Fundação Iberê Camargo, onde permanece de 9 dezembro de 2011 a 4 de março de 2012, segue para a Casa Fiat de Cultura, de 20 de março de 2012 a 17 de junho de 2012, e se encerra no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP, de 29 de junho de 2012 a 20 de setembro de 2012.</p>
<p>Veja abaixo, algumas obras presentes na exposição.</p>

<div class="ngg-galleryoverview" id="ngg-gallery-131-10466">


	
	<!-- Thumbnails -->
</br>
<h3>Galeria de Imagens</h3>
		
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		</div>
	</div>
	
		
 		
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	</div>
	
		
 		
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