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	<title>CUBO3 &#187; Literatura</title>
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	<description>Cultura para quebrar a cabeça</description>
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		<title>Dois Irmãos, de Hatoum</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 06:29:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecilia Nery</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 2011 me propus a ler Milton Hatoum, escritor brasileiro que há um bom tempo vinha namorando, mas por um desses desencontros da vida ainda não tinha feito. Para não fechar aquele período sem cumprir minha promessa, o fiz ainda ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-9388" title="olivroeosdias_capa" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/dois_irmaos_capa.jpg" alt="" width="190" height="282" />Em 2011 me propus a ler Milton Hatoum, escritor brasileiro que há um bom tempo vinha namorando, mas por um desses desencontros da vida ainda não tinha feito. Para não fechar aquele período sem cumprir minha promessa, o fiz ainda no finzinho do ano. E não me arrependi, apenas me censurei por não tê-lo feito antes, pois a escrita de Hatoum é apaixonante e sua narrativa deliciosa.</p>
<p>Foi isso o que senti lendo <em>Dois Irmãos</em>, romance publicado em 2000 pela Companhia das Letras e que rompeu um silêncio de 11 anos do autor desde a publicação do seu primeiro romance: <em>Relato de um Certo Oriente.</em></p>
<p>Premiado com o Jabuti de melhor romance (3º lugar na categoria Romance), <em>Dois Irmãos</em> narra a tumultuada relação entre irmãos gêmeos, Yaqub e Omar, descendentes de uma família de origem libanesa, que vivem em Manaus, cujos pais são Zana e Halim, que têm ainda mais uma filha, Rânia. A narrativa se alterna entre passado e presente, sem uma cronologia definida que, aos poucos, vai revelando ao leitor a história dos personagens, seus conflitos, amarguras, ódios e anseios.</p>
<p>Yaqub nasceu minutos antes, por isso Omar é tratado como o “Caçula” que, por ter tido um problema de saúde, é tratado com mais desvelo pela mãe. Os dois têm personalidades diferentes: enquanto o primeiro é mais reservado, o segundo mostra ser mais atirado. O conflito acontece quando, na adolescência, por causa de uma garota, Omar fere o rosto de Yaqub, deixando neste uma cicatriz e, seus pais, temendo as consequências do ato, resolvem mandar o mais velho para o Líbano por algum tempo.</p>
<p>Yaqub se ressente desse afastamento da família e, ao regressar, anos depois, mostra-se ainda mais reservado e distante. Começa a estudar e se revela um excelente matemático. O “Caçula”, contudo, acobertado pela mãe, vive de farras, boemia e malandragem, acirrando ainda mais o ódio entre os irmãos, um sentimento que vai permear a narrativa até o seu final.</p>
<p>A história é contada sob os olhos de Nael, filho da empregada da casa, Domingas, mas de paternidade desconhecida, só revelada no decorrer da trama. É Nael quem presencia as histórias e ouve os relatos e confissões do pai dos gêmeos, sobretudo a  paixão deste pela mulher Zana, que começou com um gazal.</p>
<p>Em tempo, gazal é um poema lírico de forma fixa de origem árabe, de cunho amoroso e místico, de forma leve, que surgiu no final do séc VII. Conforme o dicionário Aurélio, gazal, ou gazel, é uma palavra de origem árabe que significa <em>requebro</em>, <em>galanteio</em>, <em>poesia erótica</em>.</p>
<p>O livro é bastante envolvente e Milton Hatoum, que além de escritor é tradutor e professor, descendente de libaneses e nascido em Manaus, consegue transpor para as páginas todo o clima e as tradições dessas localidades. Uma delícia!</p>
<p>Vale lembrar que <em>Dois Irmãos</em>, inclusive, está sendo adaptado para o cinema , com direção de Luiz Fernando Carvalho e roteiro assinado por Maria Camargo. É esperar para ver, enquanto isso aproveite para ler o livro.</p>
<p>Leia um trecho de <em>Dois Irmãos</em>:</p>
<p><iframe class="scribd_iframe_embed" src="http://www.scribd.com/embeds/79308217/content?start_page=1&#038;view_mode=list&#038;access_key=key-2cwlddj60dyghy2vlyr1" data-auto-height="true" data-aspect-ratio="0.706697459584296" scrolling="no" id="doc_54387" width="100%" height="600" frameborder="0"></iframe><script type="text/javascript">(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();</script></p>
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		<title>Na praia com Ian McEwan</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 22:09:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecilia Nery</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Janeiro, mês de férias, de praia, de sossego, por isso nada melhor do que ler um bom livro enquanto relaxamos e descansamos. Uma boa dica para esses dias é o romance Na Praia, do escritor britânico Ian McEwan, uma das ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10745" title="naPraia_capa" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/naPraia_capa.jpg" alt="" width="190" height="293" />Janeiro, mês de férias, de praia, de sossego, por isso nada melhor do que ler um bom livro enquanto relaxamos e descansamos. Uma boa dica para esses dias é o romance <em>Na Praia, </em>do escritor britânico Ian McEwan, uma das atrações da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty –, que acontecerá entre os dias 4 e 8 de julho deste ano, em, Paraty, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Não será a primeira vez que Ian McEwan vem à Festa. Ele participou da Flip em 2004, e foi especialmente convidado para esta que será a 10ª edição e terá como homenageado o poeta Carlos Drummond de Andrade. A intenção dos organizadores é fazer uma festa trazendo de volta os autores que já participaram de outras edições da Flip. Ian McEwan, portanto, é um deles e o primeiro nome confirmado.</p>
<p>Em <em>Na Praia</em>, livro publicado em 2007 pela Companhia das Letras, o escritor centra-se na noite de núpcias de uma casal na década de 1960, quando ainda havia certo pudor, mas já começava despontar vestígios da liberdade sexual. É neste cenário que se encontram Florence e Edward, ela uma aspirante a violinista, recatada, ignorante de sexo e até com asco de beijo de língua; já Edward, é um estudante de história, que também é tão inexperiente quanto a namorada, mas, talvez pela condição de homem, mostra-se mais à vontade com relação ao sexo.</p>
<p>Suas vidas vão sendo contadas a partir da noite de núpcias, em <em>flashbacks</em>. Assim ficamos conhecendo os pais de Edward, um diretor de escola e um dona de casa com problemas mentais, suas irmãs gêmeas e a vida pobre e rural que levavam. Florence, ao contrário, é bem nascida, filha de um empresário e uma professora, tendo ainda uma irmã caçula. E, embora apaixonada por Edward, sua ligação com a música parece falar mais alto.</p>
<p>No desenrolar da história vamos acompanhando os medos e os anseios da noite de núpcias, contada em detalhes pela escrita precisa de Ian McEwan. O desconforto que ambos sentem já pode ser percebido na mesa de jantar quando, depois de casados, ainda sentem-se presos a convenções e rotinas:</p>
<p><em>“&#8230;Em teoria, podiam abandonar seus pratos, agarrar a garrafa de vinho pelo gargalo, correr até a praia, livrar-se dos sapatos e exultar de tanta liberdade. Ninguém no hotel haveria de impedi-los. Afinal, eram adultos em férias, livres para fazer o que bem entendessem. Em poucos anos, seria o tipo de coisa que todo jovem faria. Mas, por enquanto, a época os retinha. Mesmo quando Edward e Florence estavam a sós, mil regras não ditas continuavam a se impor. Era precisamente por serem adultos que não se entregavam a infantilidades como abandonar no meio uma refeição que outros se deram ao trabalho de preparar. Era hora do jantar, apesar de tudo. E ser infantil ainda não era louvável nem tinha entrado na moda.”</em></p>
<p>Hoje talvez os conflitos não cheguem a tanto quanto os descritos no romance, mas faz pensar e refletir sobre a condição sexual e o relacionamento, nem sempre fácil, entre homem e mulher. E como a vida toma outro rumo, diferente daquele que tínhamos planejado, fazendo-nos sempre questionar como teria sido se tivéssemos feito outras escolhas.</p>
<p>Leia um trecho de <em>A Praia</em>.<br />
<iframe class="scribd_iframe_embed" src="http://www.scribd.com/embeds/77821169/content?start_page=1&#038;view_mode=list&#038;access_key=key-lfr3uk0mw5yhz8n9rcy" data-auto-height="true" data-aspect-ratio="0.706697459584296" scrolling="no" id="doc_51344" width="100%" height="600" frameborder="0"></iframe><script type="text/javascript">(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();</script></p>
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		<title>siseneG de Arthur C. Clark</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 17:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Magnani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não é necessariamente uma carta mas é quase; o suficiente para abrirmos a excessão. Esta incrível mini história foi enviada por Arthur C. Clark ao editor da revista de ficção científica Analog em março de 1984, junto com uma breve ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10540" title="cartas_cubicas_arthur_c_clark" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/cartas_cubicas_arthur_c_clark.jpg" alt="" width="190" height="203" /></p>
<p>Não é necessariamente uma carta mas é quase; o suficiente para abrirmos a excessão. Esta incrível mini história foi enviada por Arthur C. Clark ao editor da revista de ficção científica Analog em março de 1984, junto com uma breve nota. Cheio de humor e com apenas 31 palavras, o conto chamado <em>siseneG</em>  foi publicado pela revista em maio daquele mesmo ano.</p>
<p>Abaixo, reprodução dos documentos originais, e sua transcrição traduzida.<br />
<img class="size-full wp-image-10542 alignleft" title="siseneg1" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/siseneg1.jpg" alt="" width="620" height="794" /><br />
<img class="size-full wp-image-10543 alignleft" title="siseneg2" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/siseneg2.jpg" alt="" width="620" height="790" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Transcrição/Tradução</strong></p>
<blockquote><p>Este é o único conto que escrvie em uns dez anos.</p>
<p>Acredito que você vai concordar que não dá para ficar mais curto.</p>
<p>(Assinado, &#8216;Arthur C Clarke&#8217;)</p>
<p>21 Março 84</p>
<p>(Aparece na  Analog, ? 1984)</p>
<p>© Arthur C Clarke 1984</p></blockquote>
<p>A História</p>
<blockquote><p><strong>siseneG</strong><br />
de<br />
Arthur C Clarke</p>
<p>E Deus disse: DELETAR linhas Um até Aleph. CARREGAR. PROSSEGUIR.<br />
E o Universo deixou de existir.</p>
<p>Então ele ponderou por uns poucos eons, suspirou, e adicionou: APAGAR.<br />
O Universo nunca <span style="text-decoration: underline;">havia</span> existido.</p></blockquote>
 <img src="http://cubo3.com.br/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=10536" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>A poesia de Gullar</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 17:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecilia Nery</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ler poesia é sempre um prazer, traz encantamento e aflora novas emoções em nosso ser. Apesar disso, leio pouco esse gênero literário, talvez por preferir a prosa, que traz histórias com começo, meio e às vezes fim. Mas toda vez ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong><img class="alignright size-full wp-image-10491" title="ferreira_capa" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/ferreira_capa.jpg" alt="" width="190" height="291" />Ler poesia é sempre um prazer, traz encantamento e aflora novas emoções em nosso ser. Apesar disso, leio pouco esse gênero literário, talvez por preferir a prosa, que traz histórias com começo, meio e às vezes fim. Mas toda vez que me aventuro pela poesia acabo sempre fascinada pelas suas métricas, rimas, cadência, sonoridade e estrutura linear – ou não.</p>
<p>Com <em>Em Alguma Parte Alguma</em>, o livro de poesia de Ferreira Gullar publicado pela Editora José Olympio em 2010, e que lhe valeu o <em>Prêmio Jabuti de Poesia </em>e o de <em>Livro do Ano de Ficção</em> deste ano não foi diferente. O fascínio pelas palavras encadeadas, formando pequenas frases que exprimem sentimentos e sentidos é percebido do início ao fim do livro. Ainda mais se essa experiência extrapolar a mera leitura silenciosa, passando para a leitura em voz alta.</p>
<p>O livro traz 58 poemas de Gullar que se mesclam entre a vida e a morte, o universo cósmico, as cidades de ontem e de hoje e a natureza e toda sua explosão. Trata-se de uma reflexão poética sobre a existência, um mergulho na memória, trazendo à tona lembranças de leituras de poesias e de fatos do cotidiano. Estes, simples e comuns, ganham contornos poéticos na mente – e mãos – de Gullar, como o poema a seguir:</p>
<blockquote><p><em>Um inseto é mais complexo que um poema</em></p>
<p><em>Não tem autor</em></p>
<p><em>Move-o uma obscura energia</em></p>
<p><em>Um inseto é mais complexo que uma hidrelétrica</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>também mais complexo </em></p>
<p><em>                        que uma hidrelétrica</em></p>
<p><em>é um poema</em></p>
<p><em>(menos complexo que um inseto)</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>e pode às vezes</em></p>
<p><em>                      (o poema)</em></p>
<p><em>com sua energia</em></p>
<p><em>iluminar a avenida</em></p>
<p><em>                      ou quem sabe</em></p>
<p><em>                                               uma vida.</em></p></blockquote>
<p><em> </em>Nascido José Ribamar Ferreira, em São Luís (MA), o poeta adotou o pseudônimo de Ferreira Gullar usando o “Ferreira” do pai com o Goulart da mãe, transformando este em “Gullar”. Além de poeta, atua também como crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta.</p>
<p>Gullar já havia ganhado um <em>Jabuti</em> anteriormente, como o melhor livro de ficção do ano de 2007, com <em>Resmungos</em>. O livro foi editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e reúne crônicas do poeta publicadas no jornal <em>Folha de S. Paulo</em> no ano de 2005. Agora, ao ser premiado por <em>Em Alguma Parte Alguma</em>, com o <em>Prêmio Jabuti como o Livro do Ano de Ficção</em>, Gullar vê sua carreira ser coroada ainda mais de premiações.</p>
<p>Na noite da entrega do prêmio, no final de novembro, o poeta estava tranquilo, circulando descontraidamente pelos recintos da Sala São Paulo, onde aconteceu o evento. Ao receber a consagração, agradeceu singelamente e encantou ainda mais o público e seus leitores fazendo o que sabe fazer melhor: poesia. Ele afirmou que estava ganhando este prêmio num ano em que a José Olympio completa 80 anos a serviço da literatura brasileira. E completou: “Não sei se poesia é literatura. Fora isso, fazemos poesia porque a vida não basta”. E precisa dizer mais?</p>
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		<title>20 mil léguas submarinas ganha edição comentada e ilustrada</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 20:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cubo3</dc:creator>
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		<category><![CDATA[20 mil léguas submarinas]]></category>
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		<category><![CDATA[Editora Zahar]]></category>
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		<description><![CDATA[Romance clássico de Julio Verne que inaugurou o gênero ficção científica e que agora sai no Brasil em tradução integral pela Ed. Zahar com mais de 70 gravuras de época e notas explicativas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10459" title="20 mil léguas submarinas" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/20_mil_leguas_capa.jpg" alt="" width="190" height="276" />Há mais de 150 anos, a obra mais famosa de Jules Verne encanta leitores de todas as idades. O escritor ajudou a criar um novo gênero literário, a ficção científica, e seus livros tinham um traço premonitório. Muitas das invenções humanas posteriores foram antecipadas em suas páginas. <em>20 mil léguas submarinas</em> é um exemplo.</p>
<p>A aventura é das mais emocionantes. O leitor é transportado para 1866, ano em que navios de diferentes nacionalidades começam a naufragar e sofrer misteriosas avarias. As descrições revelam que um ser “comprido, fusiforme, fosforescente em certas ocasiões, infinitamente maior e mais veloz que uma baleia” seria o responsável. Imediatamente, governantes e homens da ciência mobilizam-se para deter o misterioso monstro marinho.</p>
<p>A missão, porém, não sai como esperado. Os responsáveis pela expedição são capturados pelo capitão Nemo, enigmático e problemático, criador do moderno submarino Náutilus, confundido com o tal monstro misterioso. A aventura só começou. A trupe vai viajar pelo fundo do mar, enfrentando águas remotas, criaturas das profundezas e uma fauna e flora exuberantes.</p>
<p>Um clássico da literatura mundial que merecia uma edição brasileira à altura. Esta chega agora com tradução cuidadosa, mais de 70 gravuras de época e notas explicativas.</p>
<p>Veja abaixo alguma ilustrações originais de<em> 20.000 Léguas Submarinas </em>e um preview  da nova publicação da obra<em>.</em></p>

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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ribamar, de José Castello</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 03:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecilia Nery</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Certo dia, um amigo do escritor, jornalista e crítico literário, José Castello, lhe telefonou para perguntar se em 1976 havia presenteado seu pai, José Ribamar, com um exemplar de Carta ao pai, de Franz Kafka. É que ele havia encontrado, ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10434" title="ribamar_capa" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/ribamar_capa.jpg" alt="" width="190" height="279" />Certo dia, um amigo do escritor, jornalista e crítico literário, José Castello, lhe telefonou para perguntar se em 1976 havia presenteado seu pai, José Ribamar, com um exemplar de <em>Carta ao pai</em>, de Franz Kafka. É que ele havia encontrado, em um sebo no Rio de Janeiro, o livro com a dedicatória assinada por um tal de José, cuja caligrafia, lembrava a de Castello.</p>
<p>Admirado, o escritor confirmou as suspeitas do amigo, recebendo deste, pelo correio, o exemplar com que presenteara o pai há cerca de 40 anos. Já de posse do livro, Castello o folheou para ver se havia vestígios de que o pai o lera, mas nada encontrou.<br />
Deste acaso surgiu a ideia de Ribamar, segundo romance de José Castello, que mistura crítica literária, com biografia e memórias. Na verdade, uma história de ficção, entrelaçada por fatos reais. O livro, inclusive, ganhou o Prêmio Jabuti 2011 na categoria romance.</p>
<p><em>Carta ao Pai</em>, vale lembrar, trata-se da publicação póstuma de uma carta que Kafka escreveu ao pai e nunca a enviou. Nela, o escritor fala e reflete sobre a relação conturbada com o pai, Hermann Kafka, um homem autoritário e de personalidade forte, com quem busca, pela escrita, ajustar contas.</p>
<p>Castello, que também teve uma relação difícil com seu pai, teve identifcação imediata com Kafka quando leu <em>Carta ao Pai</em>. Por isso, discorre várias vezes a ela em seu livro, além de citar outra obra do escritor: A metamorfose.</p>
<p>Para escrever <em>Ribamar</em>, processo que durou três anos, Castello viajou até Parnaíba (PI), cidade onde seu pai morou quando criança, saindo de lá na maturidade rumo ao Rio de Janeiro. Ali, mais do que vestígios da passagem do pai e da verdade que o rigor de uma biografia pede, o escritor foi em busca da invenção, para criar assim uma ficção em torno da figura de José Ribamar e da sua relação com ele. Isso está bem claro na passagem em que Castello refere-se a história contada pelo pai sobre as raízes da família:</p>
<blockquote><p>Você me falou, um dia, da falsa origem da família. Em Lisboa, um jovem comerciante desposa uma Castelo Branco. Após as núpcias, o casal emigra para o Brasil. Na costa do Ceará, um naufrágio. A mulher morre, ele sobrevive. Para homenageá-la, o marido, um Queiroz, adota o sobrenome da esposa. Dele – como uma nave que se prende a um fio imaginário – descende toda a família no Brasil.<br />
“Investigue isso melhor”, meu tio sugere. Não farei isso: não quero correr o risco de perder a lenda que você me deu. Prefiro conservá-la, mesmo à custa da verdade. A verdade esfaqueia. A ficção enrijece.<br />
Como um verdadeiro Castelo Branco (pois o verdadeiro Castelo Branco, a julgar pela lenda, é falso), fico com a ficção.</p></blockquote>
<p>O processo de criação teve início com várias anotações, que se acumulavam de forma desordenada, até que Castello conseguiu encontrar uma estrutura para o livro. E ela surgiu a partir de uma canção de ninar, que seu pai supostamente cantava para que ele dormisse, e que era cantada de geração em geração. A partitura da canção, que tem 98 notas musicais, portanto, é que dá forma ao livro, correspondendo, cada uma, a um capítulo. Sendo que cada nota corresponde a um tema, como Parnaíba, Kafka, família, aves, infância e angústia, entre outros.</p>
<p>A narrativa é envolvente e emociona. Além disso, a escrita de Castello é enxutíssima, encaixando-se perfeitamente nas notas musicais da canção e nos temas desenvolvidos. E as palavras, escolhidas com cuidado apurado, que só o exercício da reescrita proporciona, soam como poesia, tornando a leitura deliciosa e, muitas vezes, identificável com nossas próprias experiências.<br />
<em><br />
Ribamar</em>, de José Castello, foi publicado em 2010 pela Bertrand Brasil.</p>
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		<title>O divertido apocalipse de Gaiman</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 22:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecilia Nery</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na história da humanidade, a ideia de que um dia o mundo terá fim tem suscitado a imaginação do homem com inúmeras interpretações e explicações. O livro do Apocalipse, cujo significado judaico-cristão é a “revelação divina” atribuída a um profeta ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10332" title="belas_maldicoes" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/belas_maldicoes.jpg" alt="" width="190" height="285" />Na história da humanidade, a ideia de que um dia o mundo terá fim tem suscitado a imaginação do homem com inúmeras interpretações e explicações. O livro do <em>Apocalipse</em>, cujo significado judaico-cristão é a “revelação divina” atribuída a um profeta escolhido por Deus, no caso João, descreve a batalha final, ou o fim do mundo.</p>
<p>A partir dessa idéia, muitas outras surgiram, em maior ou menor escala, tentando precisar a data que tal evento sucederia. Com a proximidade da virada dos anos de 1990 e, depois, do século, essas previsões tornaram-se mais evidentes, mas nenhuma delas vingou. Isso não quer dizer que as tentativas pararam, mesmo porque, recentemente, outros “profetas” arriscaram – e ainda arriscam – suas datas.</p>
<p>Melhor para nós, que continuamos aqui e podemos tirar partido dessas previsões, sobretudo apreciando – e divertindo-se – com boas leituras sobre o Apocalipse. É o caso de <em>Belas maldições: as belas e precisas profecias de Agnes Nutter, bruxa</em>, romance dos escritores ingleses Neil Gaiman e Terry Pratchett, publicado na década de 1990.</p>
<p>Narrada de forma bem-humorada, <em>Belas maldições</em> faz uma brincadeira genial e inteligente com as profecias ao longo do tempo. Na trama, conforme as previsões do livro da bruxa Agnes Nutter, o mundo vai acabar em um sábado, tendo como propulsor o AntiCristo, uma criança que nasceu há 11 anos.</p>
<p>Nessa empreitada, entram em cena dois seres sobrenaturais, o anjo Aziraphale e a serpente Crowley (um anjo caído, representante agora do inferno), que tentam impedir o acontecimento, uma vez que, há tempos na Terra, eles criaram afinidades e desejam continuar usufruindo das facilidades que a vida mundana proporciona.</p>
<p>A história tem início com a chegada do AntiCristo, a criatura responsável pelo Apocalipse que, ao completar 11 anos, deverá cumprir sua missão. Crowley é então encarregado de levá-lo na maternidade para ser trocado por outra criança que está para nascer no hospital dirigido por freiras satanistas. Uma destas, a irmã Maria Loquaz, faz a troca, mas com a mãe errada e a criança, que recebeu o nome de Adam, acaba sendo criada por outra família que não aquela vigiada pelas Trevas.</p>
<p>A confusão está armada, com Aziraphale e Crowley tentando saber o paradeiro do AntiCristo, a três dias da batalha final. Uma infinidade de personagens aparece na trama, cada qual às voltas com a vida ou o fim do mundo, como os quatro cavaleiros do Apocalipse (Morte, Guerra, Fome e Poluição – aqui substituindo Peste da formação original, depois da chegada da penicilina). A caracterização de cada um é bastante divertida, e adaptada ao mundo atual.</p>
<p>Outros personagens de destaque são o cão satânico, destinado a acompanhar Adam, mas que acaba desvirtuado de seus “instintos do mal”, os amigos do menino (Pimentinha, Brian e Wensleydale, que formam com ele o quarteto arruaceiro <em>Eles</em>), Anathema Device (bruxa descendente de Agnes Nutter), que segue as previsões desta, Newton Pulsifer (descendente do caçador de bruxas que capturou Agnes Nutter), que acaba se relacionando com Anathema, e alienígenas, americanos, habitantes de Atlântida, tibetanos e outras criaturas e seres sobrenaturais características do final dos tempos.</p>
<p>A história é deliciosa e bastante envolvente e o final empolgante, mas que demora um pouco a chegar ao ápice. Já o crescente número de personagens faz o leitor ficar um pouco perdido, tendo de voltar algumas páginas para recapitular. Nada, no entanto, que faça perder o brilho do romance e de querer relê-lo para, conhecendo o seu final, saborear com mais prazer sua fantástica e hilariante trama.</p>
<p>No Brasil, <em>Belas Maldições </em>foi publicado pela Bertrand Brasil.</p>
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		<title>O Alfabeto Perigoso de Neil Gaiman chega ao Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 18:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cubo3</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os fãs de Neil Gaiman que estavam à espera de mais um título para a coleção, festejam que a editora ROCCO tenha anunciado que  O Alfabeto Perigoso será lançado no Brasil (ainda em novembro de 2011). Uma viagem arriscada e ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10298" title="preview-alfabeto-perigoso_capa" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/preview-alfabeto-perigoso_capa.jpg" alt="" width="190" height="124" />Os fãs de Neil Gaiman que estavam à espera de mais um título para a coleção, festejam que a editora ROCCO tenha anunciado que  <em>O Alfabeto Perigoso </em>será lançado no Brasil (ainda em novembro de 2011).</p>
<p>Uma viagem arriscada e assustadora por 26 versos alfabéticos, com uma novidade acada passo para o leitor e a descoberta prazerosa de cada detalhe das ilustrações de Gris Grimly. Em <em>O Alfabeto Perigoso</em>, duas crianças e sua gazela de estimação entram em um mundo subterrâneo desconhecido, onde habitam monstros, fantasmas e outros seres estranhos. Para sair a salvo de lá, terão que enfrentar essas criaturas e seus truques cruéis acompanhados apenas de seus maiores medos.</p>
<p>O livro voltado para o público infantil tem 36 páginas e custará R$28,00.</p>
<p>Veja abaixo algumas imagens em <em>preview</em> de <em>O Alfabeto Perigoso.</em></p>

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		<title>As Cidades Invisíveis</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 12:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecilia Nery</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um passeio por cidades imaginárias que revela a essência da alma humana. Assim pode ser definida As Cidades Invisíveis, obra do escritor Ítalo Calvino, que declarou, certa vez, ser este o livro que para ele “continua sendo aquele em que ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10259" title="cidades_invisiveis" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/cidades_invisiveis.jpg" alt="" width="190" height="296" />Um passeio por cidades imaginárias que revela a essência da alma humana. Assim pode ser definida <em>As Cidades Invisíveis</em>, obra do escritor Ítalo Calvino, que declarou, certa vez, ser este o livro que para ele “continua sendo aquele em que penso haver dito mais coisas, talvez porque tenha conseguido concentrar em um único símbolo todas as minhas reflexões, experiências e conjeturas”.</p>
<p>Nesse romance delicioso, Ítalo constrói cidades impossíveis de mapear e, por isso mesmo, inviáveis de serem localizadas. Elas se encontram na imaginação do escritor e – por tabela – na do leitor.  A história foi inspirada em fatos reais, datados do século 13, quando o lendário Marco Polo, viajante veneziano, após uma longa viagem, teria chegado à capital do império de Kublai Khan, no Extremo Oriente, onde ficou por 17 anos atuando na diplomacia.</p>
<p>A partir dessa premissa, Calvino cria novos fatos à história real e escreve uma conversa interessante entre Marco Polo e o imperador, desejoso de conhecer as cidades do seu extenso reino. O viajante começa, então, a descrever as 55 cidades que visitara e as maravilhas que nelas encontrou.</p>
<p>Os textos referentes a cada cidade são curtos, agrupados em blocos – as cidades e a memória, as cidades delgadas, as cidades e as trocas, as cidades e os mortos, as cidades e o céu. São cidades imaginárias, sempre com um nome de mulher, como Diomira, Zora, Isaura, Maurília e Olivia, entre outras, além de Cloé, que traz um dos mais instigantes relatos do livro:</p>
<p><em>Em Cloé, cidade grande, as pessoas que passam pelas ruas não se reconhecem. Quando se vêem, imaginam mil coisas a respeito umas das outras, os encontros que poderiam ocorrer entre elas, as conversas, as surpresas, as carícias, as mordidas. Mas ninguém se cumprimenta, os olhares se cruzam por um segundo e depois se desviam, procuram outros olhares, não se fixam.</em></p>
<p><em>Passa uma moça balançando uma sombrinha apoiada no ombro, e um pouco das ancas, também. Passa uma mulher vestida de preto que demonstra toda sua idade, com os olhos inquietos debaixo do véu e os lábios tremulantes. Passa um gigante tatuado, um homem jovem com cabelos brancos; um anão, duas gêmeas vestidas de coral. Corre alguma coisa entre eles, uma troca de olhares como se fossem linhas que ligam uma figura à outra e desenham flechas, estrelas, triângulos, até esgotar num instante todas as combinações possíveis, e outras personagens entram em cena: um cego com um guepardo na coleira, uma cortesã com um leque de penas de avestruz, um efebo, uma mulher canhão. Assim, entre aqueles que por acaso procuram abrigo da chuva sob o pórtico, ou aglomeram-se sob uma tenda do bazar, ou param para ouvir a banda na praça, consumam-se encontros, seduções, abraços, orgias, sem que se troque uma palavra, sem que se toque um dedo, quase sem levantar os olhos.</em></p>
<p><em>Existe uma contínua vibração luxuriosa em Cloé, a mais casta das cidades. Se os homens e as mulheres começassem a viver os seus sonhos efêmeros, todos os fantasmas se tornariam reais e começaria uma história de perseguições, de ficções, de desentendimentos, de choques, de opressões, e o carrossel das fantasias teria fim.</em></p>
<p>Calvino nasceu em Santiago de Las Vegas, Cuba, mas seguiu ainda pequeno para a Itália, sendo, portanto, considerado um escritor italiano e um dos maiores autores europeus do século XX. <em>As Cidades Invisíveis, </em>publicada em 1972, é, ao lado de <em>Se um Viajante numa Noite de Inverno</em> e <em>Palomar</em>, uma de suas mais importantes obras. E, com certeza, uma das mais prazerosas de se ler.</p>
<p>No Brasil, <em>As Cidades Invisíveis </em>foi publicado por diversas editoras como Editorial Teorema e Companhia da Letras.</p>
<p>Confira um preview da obra:<br />
<iframe class="scribd_iframe_embed" src="http://www.scribd.com/embeds/73197122/content?start_page=1&#038;view_mode=list&#038;access_key=key-19xj2m6jby52760omull" data-auto-height="true" data-aspect-ratio="0.772727272727273" scrolling="no" id="doc_46466" width="100%" height="600" frameborder="0"></iframe><script type="text/javascript">(function() { var scribd = document.createElement("script"); scribd.type = "text/javascript"; scribd.async = true; scribd.src = "http://www.scribd.com/javascripts/embed_code/inject.js"; var s = document.getElementsByTagName("script")[0]; s.parentNode.insertBefore(scribd, s); })();</script></p>
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		<title>O absurdo de Camus</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 18:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecilia Nery</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
		<category><![CDATA[Albert Camus]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Record]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Originária do latim absurdu, a palavra absurdo (s.m.) tem, entre seus significados, aquilo “que demonstra falta de bom senso, de lógica; contrário a um modelo”. Ou ainda: “que foge a regras e condições estabelecidas; que é inaceitável; disparatado.” Em filosofia, ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-10166" title="camus" src="http://cubo3.com.br/wp-content/uploads/camus.png" alt="" width="190" height="295" />Originária do latim <em>absurdu</em>, a palavra absurdo (s.m.) tem, entre seus significados, aquilo “que demonstra falta de bom senso, de lógica; contrário a um modelo”. Ou ainda: “que foge a regras e condições estabelecidas; que é inaceitável; disparatado.”</p>
<p>Em filosofia, “O absurdo” está ligado ao conflito que o homem sente em buscar o significado para a vida e a sua incapacidade para encontrar esse significado. Em outras palavras: o “humanamente impossível”.</p>
<p>Como conceito, o absurdismo data do século XIX, tendo como expoente o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard. Como sistema de crença surgiu pelas mãos do filósofo e escritor francês Albert Camus que, se estivesse vivo, teria completado em 7 de novembro, 98 anos. Ele morreu aos 47 anos, em um acidente de carro.</p>
<p>Sua obra mais marcante e que reflete com precisão a “ideia do absurdo” é <em>O Estrangeiro, </em>publicada em 1942, e que ainda tem um dos melhores começos – ou abertura – de uma história:</p>
<blockquote><p><em>H</em><em>oje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: &#8220;Sua mãe faleceu: Enterro amanhã. Sentidos pêsames&#8221;. Isto não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem.</em></p></blockquote>
<p>O romance conta a história de um narrador personagem, Meursault, um homem que comete um assassinato e é julgado por esse ato. A ação desenrola-se na Argélia, na época em que ainda era colônia francesa, país natal de Camus e onde viveu grande parte da sua vida. O romance foi traduzido em 40 línguas e uma adaptação cinematográfica foi realizada por Luchino Visconti em 1967.</p>
<p>Meursault é um homem comum, que vive uma vida comum, que não esbanja reação e incapaz de demonstrar emoção. Para ele tudo “tanto faz”, conforma-se com tudo, por isso sua vida se passa como se ele fosse um “estrangeiro” dentro da humanidade, uma pessoa “diferente” em meio a outras, ou melhor, de outra espécie.</p>
<p>Depois da abertura em que o leitor fica sabendo da morte da mãe do personagem e de sua indiferença com relação ao fato, vemos o mesmo partir em um emaranhado de situações sem sentido. Sem motivo algum – ou “por causa do sol” como diz, Meursault mata um árabe, é preso e passa a esperar seu julgamento. Vive o tédio da prisão e a agonia da privação da liberdade. Neste ponto, vale destacar uma das passagens que considero mais tocantes da narrativa, quando Meursault reflete:</p>
<blockquote><p><strong></strong><em>Evidentemente, não se pode ser sempre racional. Em outras ocasiões, por exemplo, eu fazia projetos de lei. Reformava as penalidades. Observara que o essencial era dar ao condenado uma oportunidade. Uma só oportunidade em mil – isso bastaria para resolver muita coisa. Parecia-me, assim, que se podia encontrar uma composição química, cuja absorção mataria o paciente (eu pensava: o paciente) em noventa por cento dos casos. Este estaria a par de tal possibilidade, era esta a condição. Sim, porque, pensando bem, ao ponderar sobre as coisas com calma, eu constatava que o defeito da guilhotina era não haver nenhuma oportunidade, absolutamente nenhuma. A morte do paciente, em suma, fora decidida de uma vez por todas. Era um caso encerrado, um acerto preestabelecido, um acordo selado e em relação ao qual não se podia voltar atrás&#8230;</em></p></blockquote>
<p><em>O Estrangeiro </em>é um livro curto, que explora muito bem as questões psicológicas da alma, além de fazer crítica contundente aos aspectos históricos e legais da sociedade</p>
<p>No Brasil, <em>O Estrangeiro é</em> publicado pela Editora Record.<br />
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