Gru, um super-vilão que se delicia com tudo o que é maléfico planeja roubar a Lua. Cercado por seus pequenos servos (os minions) e seu impenetrável arsenal de armas e maquinas de guerra, ele se prepara para desintegrar qualquer um que fique em seu caminho. Mas nenhum de seus cálculos ou seu conhecimento o preparou para o maior desfio de sua vida: três adoráveis órfãs que desejam que ele seja seu pai.
Quem assistir a versão legendada de Meu Malvado Favorito irá notar o sotaque levemente russo que lembra Bela Lugosi, no vilão dublado por Steve Carrel que é o centro de uma história que vai muito além de um filme para crianças. Além da trama básica, pode-se ver uma série de relacionamentois fascinantes, começando com Dr. Nefério, um quase mentor de Gru, continuando com seu conselheiro finaceiro favorito (seu carisma no filme lembra muito a Edna Mode de Os Incríveis da Pixar), até sua mãe (no original dublado por Julie Andrews, que numa jogada interessante, possui um sotaque francês), que aparece em inúmeros flashbacks.
Gru representa sem sombra de dúvidas uma reinvenção do ideal do vilão nas histórias. Numa mistura de Dr. No e Gargamel, com o mesmos trejeitos de um Mr. Bean maléfico, traz ao mesmo tempo charme, bom-humor, brilhantismo e leveza para uma classe de personagens que na maioria das vezes cai no senso comum.
A graça de Meu Malvado Favorito está em todas estas oposições: um super- vilão que ama atormentar todo mundo enquanto comete crimes ultra-elaborados tem que lidar com uma situação tão domestica quanto cuidar de três crianças que possuem a mesma energia que ele (ao mesmo tempo que lida com suas próprias questões emocionais da infância). Deve-se apontar que este vilão é somente parcialmente bem-sucedido em sua vilania, já que seus planos nefastos “Não dão lucro!” como diz o responsável por financiar seus planos. O ideal do vilão trilhonário e sem limites monetários vai por água abaixo em tempos de crise financeira nos EUA.
Meu Malvado Favorito jamais poderá ser comparado com um trabalho da Pixar, embora de tempos em tempos possamos observar a tentativa da Universal em alcançar a Meca da animação. Porém, não deixa de ser divertido, inteligente e muito bem animado e com personagens memoráveis. E Gru é provavelmente o “bad Guy” mais interessante das animações desde o critico Angon Ego de Ratatuille. E pensando bem, Angon Ego também tinha questões mal resolvidas de infância.
Meu Malvado Favorito entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em 6 de agosto de 2010.
Veja o trailer:
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Deborah, parabéns por seu belo texto! Não tinha me ocorrido a semelhança entre Ego e Gru, embora eu ame os dois.
Eu pessoalmente gosto de pensar que a maldade é sempre uma resposta a uma grande e reitrada rejeição. Mais uma vez, meus parabéns!!!