
Estamos vivendo atualmente uma explosão de mobilidade de informações. Os aparelhos eletrônicos móveis, conhecidos também como “Gadgets“, estão cada vez menores e com mais recursos que facilitam a vida do usuário. Uma guerra desenfreada entre gigantes da tecnologia está sendo travada para que seus “brinquedos” caiam no gosto do usuário de forma global. É a famosa disputa de Mercado e quem ganha com isso é o consumidor, ou não se levarmos em conta outros pontos de vista.
No meio da comunicação, a telefonia sempre foi uma das mais importantes e preferidas da população em um modo geral. A três décadas atrás, comprar uma linha telefônica fixa no Brasil, era motivo de encarar filas durante a madrugada e desembolsar um alto valor pela mesma e depois esperar dias ou até meses para a mesma ser instalada. Alguns anos depois, entram em cena os celulares (ou verdadeiros tijolos que matariam fácil uma pessoa se levassem uma coronhada do mesmo.), um dos primeiros “hypes” da humanidade no foco de comunicação. Com a chegada da Internet, uns 15 anos atrás (No Brasil e boa parte do mundo), uma revolução no meio da comunicação aconteceu. Qualquer parte do mundo estava próximo a você de uma maneira tão rápida que os celulares foram colocados em segundo plano.
Como os computadores eram a “bola da vez“, não demorou muito para miniaturizarem os mesmos, seja em notebooks ou “Computadores de Bolso“, onde a Palm fez um grande sucesso neste ramo. As empresas de telefonia móveis ao verem o sucesso assombroso da comunicação de dados (vulgo internet), se expandirem, decidiram unir o útil ao agradável. Integrou a comunicação de dados com o de voz. E assim nasceram os primeiros Smartphones. Embora mais limitados que os computadores de bolso, os recursos multimídias foram o que mais agradaram ao público. Internet também estava incluso nos novos recursos, mas a navegação sofrível, sites não compatíveis e preços altos de navegação inviabilizaram o uso contínuo da mesma no celular. A partir desse momento, uma avalanche de modelos e fabricantes estourou no mercado. Rapidamente os modelos foram se tornando mais amigáveis, rápidos e com uma grande capacidade para carregarmos nossas MP3, vídeos, imagens e outros documentos, seja de trabalho ou pessoal.
Mas a explosão ocorreu qdo as Empresas do ramo Computacional e Tecnológico entraram na briga por esse mercado em meados de 2007. Embora já tivessem Smartphones com recursos de respeito, foi com o Iphone da Apple que esse mundo disparou. Trazendo facilidade, e seu recurso Multi-Touch, o mundo se encantou com esse gadget. E um novo Hype tinha nascido. De lá pra cá, diversas Empresas do ramo vem desenvolvendo vários modelos que cheguem ao pé de igualdade com o Iphone. Atualmente, o Android da Google, (que na realidade não é um celular, e sim um sistema operacional para o mesmo), é o que mais está se aproximando do Iphone; contudo, utilizando diversos modelos diferentes para tal, já que ele é Open-Source.
Mas o mundo virtual também não parou e desde a chegada dos smartphones, os principais sites começaram a se adequar e fornecer serviços para a plataforma móvel. Diversas aplicações web foram desenvolvidas para compartilhamento e as Redes Sociais foram o grande “Boom” da década, onde atualmente existem uma infinidade delas com focos diferenciados. Com a chegada da Internet móvel 3G, ter uma conexão dessas em um smartphone é quase que obrigatório, tanto para compartilhar dados com suas Redes Sociais (Orkut, Facebook, Twitter, etc…), como usufruir de outras informações e trabalho. Com isso, praticamente estamos tirando nosso “computador” de casa, ou trabalho para as ruas ou onde quer que nos encontremos.
Estamos vivendo uma era onde o virtual e real estão se cruzando e mudando nosso modo de viver, A sociedade hoje em dia está mais virtual do que real, e quem está de fora, as empresas com suas publicidades atraentes e manipuladoras utilizam-se de diversas armas para atrair e mudar esse quadro. Cada uma focando em um determinado tipo de usuário. A RIM, com seu BlackBerry no usuário corporativo, Apple com seu Iphone e sua legião de fãs, não precisou muito esforço, apesar de ser merecido pelo gadget que tem, a Microsoft tenta ganhar terreno novamente focando os jovens e sua fixação pelas redes sociais com o KIN e a Google com seu Android em parceria com outras empresas como HTC, Motorola, Samsung e outros. A Google também tem seu smartphone (apelidado de “Superphone“), chamado Nexus One, projetado em parceria com a HTC, que leva o Android em toda sua plenitude em um hardware de dar inveja aos demais. Mas todo esse poder, não tem grande efeito no mercado global devido a uma boa falta de estrutura de venda e manutenção pela Google.
Com essa explosão de tecnologias e informações ao nosso redor, nossas mentes e até nossos hábitos não estão qualificadas para gerir todas essas mudanças. As empresas influenciam nosso consumismo, no mundo virtual sempre uma viral é lançada nos forçando a fazer parte. O problema que tudo isso vem sem manual de instrução ou até vem, mas somos preguiçosos a ponto de não ler as letrinhas minúsculas e acabamos vendendo a alma ao Diabo. Acreditem, não estou aqui dizendo que todas essas mudanças são um mau para a sociedade, mas sim que devemos nos moderar para o que realmente será benéfico em nossas vidas. Tentar acumular todas as novidades que jorram aos milhares hoje em dia é prejudicial; “quem tudo quer, nada tem“, como já dizia a célebre frase.
Voltando aos Smartphones, as pessoas podem nos encontrar seja aonde for (a não ser que você é como eu e tem manias de ir para regiões ausente de civilizações e qq meio de comunicação.), temos o conforto de ter qq tipo de noticia em mãos, até mesmo em tempo real, e serviços que agilizam nosso dia a dia. Entretanto, ter todas essas facilidades, também ajuda a pessoas mal intencionadas a nos causarem problemas. Como disse no começo do texto, as empresas de tecnologia nos beneficiam com conforto e facilidades, mas nos deixam a mercê da criminalidade. Muitos compram sem entender como funciona um Smartphone, que ele depende de uma conta de dados (Internet; embora opcional, mas se está adquirindo um Smartphone, é praticamente para esse fim.), e outros serviços que irá pesar no bolso. Sem contar que um simples login e senha (onde normalmente fica gravado automaticamente), abre portas para diversos serviços integrados que o usuário não desejava ou sequer fique ciente que está ativo até receber alguma surpresa desagradável.
Lembrem, se um celular comum já dá certa dor de cabeça ao perder dados de contatos, imagine um Smartphone que tem muito mais que isso. Serviços de e-mails, redes sociais, arquivos e diversos outros recursos estão expostos apenas a um clique de qq um que tiver acesso ao mesmo. Pior ainda se você trabalha com uma empresa que exige dados sigilosos de seus clientes e que seu e-mail esteja configurado no smartphone. O roubo ou acesso de alguém com más intenções neste aparelho pode acarretar diversos problemas, tanto para o dono quanto para a empresa. Fico abismado ao ver funcionários de empresas onde se tem uma mega segurança com dados e acesso ao mesmo, e ao pegar o smartphone deles para dar suporte, encontrar todos os dados acessíveis sem nenhuma segurança qualquer. Por isso que digo que essa avalanche de tecnologia invadindo e transformando nossa sociedade, apenas a deixa com uma ilusão de conforto e agilidade, onde no fundo apenas estamos abrindo mais uma porta para que a criminalidade cresça.
Assim como sabemos quantas portas de acesso nossa residência tem, o mesmo cuidado temos que manter com esses gadgets, então revise sempre se a tecnologia que deseja ter é necessária e se os prós fazem jus a segurança. Existem centenas de modelos e sabores a disposição, escolha sabiamente o seu e seja feliz.
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