O Simei Dublinski que a gente já conhece aqui no CUBO3 é um cara apaixonado por música e suas repercussões culturais. Agora apresentamos o Simei Dublinski músico, louco por ritmos e que produziu um projeto extremamente interessante e ousado chamado Druma Kina. Claro que ele gostaria de produzir tudo que sai da “cachola” e tem um monte de idéias guardadas na gavetinha esperando a hora de sair. Por enquanto a gente fica conhecendo Rainbow Stars e Sweet Funky Stuff, que já tem muito a dizer por si só.
Mas como nunca estamos satisfeitos, batemos um papo com o Simei, para saber o que ele tem a dizer sobre seu trabalho. Confira:
CUBO3: Como podemos apresentar o Druma Kina?
SD: Druma Kina é o projeto de música eletrônica de Simei Dublinski.
CUBO3: E qual é o conceito do projeto?
SD: A idéia é fazer música pra dançar. Eu tento misturar alguns elementos que gosto em música eletrônica. Tento fazer uma mistura de Disco Funk das décadas de de 70 e 80 com o Electro House de hoje. Estou adicionando também trilha de jogos de vídeo game da época da minha infância, principalmente Mega Drive. Vai ser mais perceptível nas próximas músicas.
CUBO3: Você disse Disco Funk e Electro House. Quais são as suas maiores influências?
SD: Ouço muita coisa porque esses gêneros têm a cultura de lançar singles pra promoção, acho que isso ajuda a criar muitos “one-hit wonders” na cena. Mas posso apontar no Disco Funk bandas com carreiras bem consistentes como Earth, Wind & Fire, Chic, Heatwave e The Whispers. No Electro House tem Daft Punk, Le Knight Club, Justice e Danger. Nunca saem do meu mp3 player.
CUBO3: Você produziu este “debut EP” sozinho. Fale um pouco sobre esta experiência.
SD: Eu brinco de home studio há algum tempo. Gosto do poder que um computador te dá para criar música sem depender de pessoas ou gravadoras. Mas dá muito trabalho fazer música sozinho no quarto, e acho que exige sensibilidade. É muito fácil ficar alienado e perder a noção de carisma na música. E carisma é o que eu persigo em uma boa música dançante. Passei muitos meses aprendendo e amadurecendo idéias até me sentir confiante o suficiente pra tornar o Druma Kina público. Acredito que estou engatinhando.
CUBO3: Quanto tempo desde o início de produção até o lançamento?
SD: Isso varia muito. Na faixa Rainbow Stars eu trabalhei mais de um mês. Já o lado B, Summer Rain eu fiz em uma tarde. O EP Sweet Funky Stuff levou 3 semanas pra ficar pronto.
CUBO3: Você não possui uma formação ortodoxa em música, mas ouve muito de tudo e desenvolve diversas influências. Também já deixou claro que a abertura da música no mundo virtual tem um aspecto extremamente importante na música contemporânea. Como esta relação mais empírica do que acadêmica, funciona para você, já que suas músicas revelam uma metodologia tão aplicada?
SD: Eu estou criando um conceito com minha música. Quando uma canção ou disco significa mais do que simplesmente sons, o ouvinte guarda com ele algo que não desaparece quando a música acaba. Mal comecei com o Druma Kina, mas quero que as pessoas tenham uma experiência que vá além da música. No Sweet Funky Stuff EP um designer amigo meu, Adriano Lima, ajudou com a arte visual. Acho que isso foi um passo adiante na criação do conceito Druma Kina. Criar um conceito é algo pretencioso, mas é isso que me faz ter diretrizes e de alguma forma orienta meu trabalho.
CUBO3: Então poderíamos dizer que o Druma Kina é mais que um projeto musical. Poderíamos dizer que é um projeto multimídia?
SD: Sim. Naturalmente quanto mais formas de expressão e diferentes mídias estiverem envolvidas, mais rica é a experiência. Eu adoraria, por exemplo, somar animação ao projeto. É uma coisa que tenho em mente há muito tempo.
CUBO3: Quando você concebe as músicas, você imagina cenas ou cenários em particular? Para você os sons possuem uma imagem correspondente?
SD: Sim. Eu gosto do tema setentista que o Disco Funk passa. Acho que remete a paisagens tropicais sofisticadas, com um toque de vida boêmia e despreocupação. Gosto de pensar em qual seria a trilha perfeita para se ouvir em bares ao ar livre num entardecer quente numa cidade como West Palm na Flórida, Las Vegas ou em ilhas como Mykonos na Grécia, ou Ibiza na Espanha.
CUBO3: Faz sentido. A identidade visual é um tecno-retrô-tropical.
SD: Quando eu estava passando algumas referências para o Adriano fazer a arte disse pra ele ter em mente palmeiras e um entardecer num bar na praia. (risos)
CUBO3: O que podemos esperar das próximas empreitadas de Druma Kina?
SD: Mais diversidade musical, mais dramaticidade e mais mídias.
Ouça Druma Kina:
Rainbow Stars
Summer Rain
We Like the Disco
Party Suite (Druma Kina Remix)
Sweet Funky Stuff
OU
Faça o download do primeiro single de Druma Kina – Rainbow Stars
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Ótima entrevista….
Muito sucesso ao projeto Druma Kina, que seja apenas o começo de uma longa estrada…
Druma Kina é o artista nacional que faltava ao meu playlist.
Força nos disco-loops!
It’s very good article.
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